Beto Barata/PR
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Em Davos, Shell pede continuidade da política econômica brasileira

Em reunião com o presidente Michel Temer, durante o Fórum Econômico Mundial, o presidente da multinacional de petróleo também pediu estabilidade do marco regulatório no setor petolífero

Jami Chade, enviado especial, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2018 | 12h15

DAVOS - A Shell pede "continuidade" na política econômica brasileira, principalmente no que se refere à estabilidade do marco regulatório no setor do petróleo. Nesta quarta-feira, 24, o CEO da multinacional, Bem van Beurden, se reuniu com o presidente Michel Temer no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suiça.

"Eu o fiz um pedido: continue o que estão fazendo no Brasil", afirmou o executivo, depois do encontro. "O Brasil é um país muito importante para nós, o terceiro maior para nós", ponderou. Na avaliação do CEO, porém, o maior desafio do País é ainda a alta taxa de desemprego e inflação. "Esses são os maiores desafios", afirmou.

Evitando comentar as eleições, Van Beurden indicou que o aspecto principal de 2018 no Brasil é a questão de uma eventual mudança na direção econômica. "Não comentamos sobre eleições. Mas esperamos muito que haja uma continuidade de política econômica e para a regulação para nossa indústria", afirmou.

"Todos os países passam por eleições e isso cria um certo grau de incerteza. Mas aprendemos a ir além das eleições. Muitos dos nossos investimentos são de décadas e temos de ser capazes de trabalhar com múltiplos governos. O ponto central são os fundamentos e não vejo motivo para pensar que isso vai mudar", disse.

"Políticas com bom senso estão sendo implementadas e vocês verão a resposta do setor privado", apostou. "Você precisa ter clima positivo para atrair investimentos", completou.

Explicando o encontro com Temer, o executivo disse o "felicitou" pelo "sucesso econômico e pela reviravolta que está ocorrendo". "Também o agradeci pela liderança que ele representa, pela aprovação de importantes legislações para o setor", insistiu. "Temos vários temas resolvidos. Mas tudo isso está indo na boa direção e estou impressionado pelos resultados", afirmou.

O CEO da Shell também indicou que ficou satisfeito com os resultados dos leilões recentes no Brasil. "Temos muita confiança de que vamos ficar por muito tempo no Brasil e estamos olhando para os futuros leilões no País", indicou. "Acreditamos na direção que esse governo está adotando", completou.

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