Eraldo Peres/AP
Eraldo Peres/AP

Em dia de cautela, Bolsa fecha em queda e dólar volta a subir

O Ibovespa chegou a superar nível dos 104 mil pontos, mas caiu, acompanhando o mercado internacional

O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2019 | 18h18

Com o ritmo mais lento do noticiário em torno das reformas do governo, nesta terça-feira, 16, às vésperas do início do recesso parlamentar, no dia 18, os mercados brasileiros tiveram mais uma sessão marcada pelo giro fraco e ajustes técnicos. O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, fez declaração que mexeu com o valor ações da Bolsa no dia de sua posse.

Ibovespa acompanha movimento do exterior

O Ibovespa oscilou próximo da estabilidade durante a tarde, depois de ter ensaiado recuperar o patamar dos 104 mil pela manhã, encerrando o dia aos 103.775,41 pontos, com queda de 0,03%. A piora no humor dos investidores acompanhou o movimento nas Bolsas de Nova York, que fecharam em baixa em dia de depoimento de executivos das gigantes da tecnologia no Congresso americano. 

O dólar acompanhou a tendência externa e subiu ante o real, fechando em R$ 3,7709, com alta de 0,39%, maior patamar em uma semana. 

Gustavo Montezano, do BNDES, disse que vai acelerar a venda de R$ 100 bilhões em ações do banco, influenciando diretamente o preço das ações de duas grandes empresas de alimentos, JBS e Marfrig, que fecharam o dia em queda de 3,09% (ON) e 2,26 (ON), respectivamente. O banco de fomento tem participação elevada de ações nas duas companhias.

As ações da Petrobrás perderam mais de 1%, acompanhando as perdas expressivas do petróleo.

Entre as altas, destaque para Eletrobrás. Os papéis ON subiram 3,47%, para R$ 38,80, e PNB tiveram elevação de 2,48%, para R$ 39,18. Segundo fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, o governo prepara um novo projeto de lei para enviar ao Congresso sobre a privatização da estatal.

Incertezas no comércio global

No exterior, a cautela dos investidores prevaleceu em função do aumento das incertezas em relação ao comércio global  e em meio ainda à discussão sobre o corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em sua reunião no fim deste mês. 

Além disso, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que haveria "um longo caminho pela frente" até um acordo comercial com a China, enquanto um comunicado do Escritório do Representante Comercial dos EUA afirmou estar provado que Pequim usa estatais para subsidiar e distorcer sua economia. Gabriel Bueno da Costa, Karla Spotorno, Altamiro Silva Junior e  Wagner Gomes

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