Em dia de decisão sobre juros, dólar opera em alta

O dólar comercial iniciou o dia cotado a R$ 3,0060 na ponta de venda dos negócios, em alta de 0,33% em relação às últimas operações de ontem. Às 10h30, a moeda norte-americana é vendida a R$ 3,0050, em alta de 0,30% em relação às últimas operações de ontem. Até este horário, o dólar oscilou entre a máxima de R$ 3,0100 e a mínima de R$ 3,0030. No cenário interno, o foco de atenção dos investidores é a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a legitimidade da cobrança da contribuição previdenciária dos inativos. A matéria deve ser decidida hoje e, se a definição da Justiça contrariar a vontade do governo, o mercado reagirá negativamente, embora os analistas não acreditem em deterioração completa do cenário.Outro foco das atenções do mercado é a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic, a taxa básica de juros da economia. As apostas são unânimes na manutenção dos juros nos atuais 16% ao ano. O interesse maior dos investidores recai sobre o placar da decisão. Se a opção pela manutenção dos juros for unânime, muito bem. Se houver votos pela alta, devem redobrar as atenções sobre os próximo índices de inflação e começar as especulações sobre as reuniões futuras do Copom.Preocupação com inflaçãoA política monetária no Brasil é determinada pelo cumprimento das metas de inflação. Analistas esperam uma pressão de alta sobre os índices, motivada por um possível aumento dos combustíveis. A Petrobras vem negando este reajuste, mas o fato é que o preço do petróleo no mercado internacional está em patamares elevados, o que deve acabar refletindo no preço dos combustíveis internamente.Ontem o preço do petróleo voltou a bater recorde ontem, fechando em US$ 46,75 o barril, a cotação mais alta dos 21 anos de existência da Bolsa Mercantil de Nova York. A alta foi de 1,52% em relação ao dia anterior. No ano, o petróleo já subiu 58,53%. Hoje foram divulgados dois índices de inflação. O índice referente à cidade de São Paulo (segunda prévia do IPC) ficou mais elevado do que o período anterior. Já o índice nacional (IGP-10) ficou um pouco abaixo. Ontem, a Fundação Getúlio Vargas fez um alerta sobre os risco de inflação no segundo semestre. Veja mais informações nos links abaixo.

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