Jeon Heon-Kyun/EFE/EPA
Jeon Heon-Kyun/EFE/EPA

Mercados internacionais fecham sem sinal único com impacto da covid e estímulos nos EUA

Na Europa, clima foi de preocupação, após projeção de que recuperação não deve acontecer no primeiro trimestre, por conta da doença; na Ásia, expectativa é alta por mais incentivos nos EUA

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2021 | 07h32
Atualizado 21 de janeiro de 2021 | 19h04

Os principais índices do exterior fecharam sem sinal único nesta quinta-feira, 21. Na Europa, predominou a preocupação com o avanço do coronavírus, após o Banco Central Europeu (BCE) sinalizar a contínua deterioração das perspectivas econômicas para o continente. Na Ásia, no entanto, o clima foi positivo, com os investidores à espera de mais estímulos nos Estados Unidos.

Conforme esperado pelo mercado, o BCE não fez alterações nos principais pilares da política monetária acomodatícia, mas indicou que os riscos para a economia apontam para o negativo. Em coletiva de imprensa após o anúncio, a presidente da instituição, Christine Lagarde, disse que acredita que a ressurgência dos casos de covid-19 e atrasos no processo de vacinação devem continuar pesando sobre a atividade no primeiro trimestre de 2021.

"No médio prazo, a recuperação da economia da zona do euro deverá ser apoiada por condições de financiamento favoráveis, uma orientação orçamentária expansionista e uma recuperação da demanda, à medida em que as restrições são retiradas e a incerteza diminui", afirmou.

No continente asiático, no entanto, os investidores continuaram reagindo positivamente ao começo do governo Joe Biden. Agora, as expectativas se voltam para novas medidas de incentivo, principalmente após o democrata anunciar um ambicioso plano de US$ 1,9 trilhão, mas que ainda tem grandes chances de ser desidratado pelo mercado e cair para o patamar de US$ 800 bilhões. Assim como na Europa, o Banco Central do Japão (BoJ) manteve os juros e continou favorável a mais estímulos.

Bolsas de Nova York

Em Nova York, S&P 500 e Nasdaq fecharam com ganhos de 0,03% e 0,55% cada, sendo que ambos renovaram seus recordes de fechamento. Já o Dow Jones teve leve queda de 0,04%, apesar de ter operado em alta por quase todo o pregão. Por lá, o clima foi de ânimo com o início do novo governo Joe Biden.

Bolsas da Europa

Com as projeções negativas para a economia da região, as Bolsas europeias fecharam em queda generalizada. A exceção foi o índice pan-europeu Stoxx 600, que reúne as principais empresas do continente, ao fechar com leve alta de 0,01%. Paris caiu 0,67%, Londres recuou 0,37% e Frankfurt cedeu 0,11%.

As Bolsas de Milão, Madri e Lisboa tiveram baixas de 0,98%, 1,00% e 0,28%.

Bolsas da Ásia

O clima foi positivo na Ásia e as Bolsas fecharam com ganhos. O destaque ficou para a Bolsa de Tóquio, com alta de 0,82%, no maior nível de fechamento desde agosto de 1990. Na ChinaXangai e Shenzhen subiram 1,07% e 1,53% cada, enquanto a Coreia do Sul teve alta de 1,49%. 

A Bolsa de Taiwan teve ganho de 2,20%, mas, na contramão, Hong Kong caiu 0,12%. Na Oceania, a Bolsa australiana subiu 0,79%.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo fecharam sem direção única hoje, com o mercado ponderando os efeitos do governo Joe Biden para a commodity. Em um de seus primeiros atos, o presidente dos Estados Unidos colocou o país de volta ao Acordo de Paris, o que pode ter alguma influência sobre a demanda no longo prazo. Já no curto prazo, os estímulos fiscais propostos por Biden podem aumentar o consumo no país, o que tenderia a impulsionar o óleo. Há ainda a questão de um acordo com o Irã, que poderia aumentar a oferta internacional. 

O petróleo WTI para março encerrou o dia em baixa de 0,34%, a US$ 53,13, enquanto o barril de petróleo Brent para o mesmo mês terminou a sessão com avanço de 0,04%, a US$ 56,10./ MAIARA SANTIAGO, ANDRÉ MARINHO E MATHEUS ANDRADE

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