Alan Santos/Presidência da República
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Bolsa fecha em alta pelo terceiro dia seguido e renova recorde

O exterior positivo prevaleceu sobre as declarações do presidente, levando o Ibovespa a terminar a sexta-feira aos 91,8 mil pontos; dólar fechou em baixa de 1%

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2019 | 10h50
Atualizado 04 de janeiro de 2019 | 19h05

As declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que os dados econômicos nos EUA sugerem um bom momento para 2019, repercutiram positivamente nos mercados e apagaram a cautela vista mais cedo com os dados de emprego americano (payroll) mais fortes que o previsto, no exterior, e com as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre a Previdência, por aqui.

O Ibovespa encerrou em alta de 0,30%, aos 91.840,79 pontos, renovando recorde histórico de pontuação pela terceira sessão consecutiva e acumulando ganho de 4,50% na semana. No mercado de câmbio, o dólar teve queda generalizada e, ante o real, fechou em baixa de 1,06%, a R$ 3,7181, no segmento à vista. É a menor cotação em dois meses, acumulando desvalorização de 4,06% na semana. Foi a quinta queda seguida da moeda americana ante o real.

Em Nova York, os índices acionários subiam mais de 3%.

Pela manhã, o payroll gerou temores de aceleração de alta dos juros nos EUA, mas Powell afirmou que os números não trazem preocupação com a inflação no país.

Contribuiu para o bom humor externo a notícia de que EUA e China retomarão as tratativas comerciais na próxima semana.

As declarações do presidente Jair Bolsonaro sinalizando uma reforma da Previdência mais branda pesaram sobre os ativos, mas a melhora no exterior à tarde acabou prevalecendo. O mercado também relativizou os ruídos de comunicação no governo, depois que Bolsonaro afirmou que haveria aumento de IOF, o que foi desmentido pelo secretário especial da Receita, Marcos Cintra, e pelo ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil).

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