Renato S. Cerqueira/Futura Press
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Bolsa fecha aos 99 mil pontos pela primeira vez

Alta de 0,54% nesta sexta-feira fez o Ibovespa, principal índice de ações do País, renovar seu recorde nominal

Maria Regina Silva, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2019 | 11h14
Atualizado 15 de março de 2019 | 17h38

O Ibovespa voltou a se aproximar dos 100 mil pontos, acompanhando o bom humor do mercado no exterior. O principal índice de ações do País subiu 0,54% nesta sexta-feira, 15, e acabou o dia aos 99.136,74 pontos, o maior valor nominal da história da Bolsa brasileira. A máxima alcançada durante o pregão foi de 99.393,33 pontos. No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,74%, aos R$ 3,8206.

As sinalizações positivas nas conversas entre EUA e China, o respiro no Brexit e a realização de leilão de aeroportos na B3 animaram os investidores. O desempenho positivo também foi impulsiomado por declarações dos presidentes da Caixa e do Banco do Brasil apoiando privatizações de grandes estatais.

"Agora, a Bolsa está caminhando como sempre deveria estar andando, em sintonia com o exterior", diz um operador. Ele acrescenta que o leilão de aeroportos – a primeira concessão do governo Bolsonaro – é o primeiro grande teste da nova gestão. "Agora, sim, pode ser o começo desse governo, de começar a colocar em prática o que prometeu. Vamos ver se terá uma boa adesão de investidor estrangeiro. Não é só a reforma da Previdência que precisa avançar, mas a questão da privatização, outras reformas, também."

A despeito dos ruídos provocados pela proposta de reforma previdenciária dos militares, o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse nesta sexta-feira ao chegar para evento no Rio de Janeiro que o projeto para a categoria estará no Congresso Nacional a partir do dia 20.

A expectativa, conforme Marinho, é a reforma como um todo seja aprovada ainda no primeiro semestre. Já o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, disse que Petrobrás, Caixa e BB estariam melhor no setor privado. Além disso, acrescentou que precisará do apoio dos liberais para avançar nas privatizações do setor bancário. Já o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que pretende vender ações da Petrobrás via mercado de capitais. Os papéis preferenciais da estatal estavam estáveis, enquanto as ações ordinárias subiam 0,42% nesta manhã.

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