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Em dia de pane, Ibovespa estaciona após sessão volátil

O mercado acionário brasileiro fechou praticamente estável nesta segunda-feira marcada por mau desempenho dos mercados globais e por uma pane que interrompeu os negócios na bolsa por quase uma hora.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

26 de outubro de 2009 | 18h52

Após oscilar cerca de 1.400 pontos entre as pontas de alta e de queda, o Ibovespa terminou o dia com valorização residual de 0,04 por cento, marcando 65.085 pontos.

Mesmo com os problemas técnicos do começo do dia, o giro financeiro da sessão, de 5,46 bilhões de reais, ficou em linha com a média diária recente.

Para profissionais do mercado, o sobe-e-desce do Ibovespa --que há 12 sessões gravita entre 64 mil e 67 mil pontos-- revela o impasse a que chegaram os investidores, depois de o índice ter superado 70 por cento de valorização no ano.

Alguns estariam preferindo vender ações e embolsar ganhos. O motivo seria o temor de que o fim das medidas emergenciais de governos, para amortecer os efeitos da crise, diminua a farta liquidez que ajudou a elevar as bolsas nos últimos meses.

"O excesso de liquidez do mercado está com dias contados", disse Peter Ping Ho, chefe de pesquisa da Brava Investimentos, lembrando que uma das medidas emergenciais, a compra de títulos do governo dos EUA pelo Federal Reserve, termina esta semana.

Esse movimento estaria por trás da queda das ações do setor financeiro norte-americano, um dos principais responsáveis pela queda dos índices de Wall Street. O Dow Jones, por exemplo, recuou 1,05 por cento.

Uma correção do dólar, que recuperou força ante as principais moedas internacionais, reforçou a tendência de baixa nos preços de ativos reais, como ações e commodities. O barril do petróleo, por exemplo, caiu mais de 2 por cento, para baixo dos 79 dólares.

No entanto, a ala dos investidores ainda otimistas com as perspectivas de elevado crescimento da economia doméstica em 2010 segue demandando ações.

Nesta segunda-feira, o Goldman Sachs engrossou esse time ao liberar um relatório prevendo que o Ibovespa continuará subindo até atingir 85 mil pontos em meados do próximo ano.

Nesta segunda-feira, as que mais resistiram à influência externa negativa foram as blue chips. Mesmo com o petróleo em baixa, o papel preferencial da Petrobras subiu 0,55 por cento, para 36,70 reais.

Da mesma forma, a baixa dos metais não foi suficiente para impedir a ação preferencial da Vale de avançar 1,24 por cento, para 41,51 reais.

Na ponta de baixa, Redecard apareceu em destaque, com recuo de 3,5 por cento, a 27,22 reais. Em teleconferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre, a companhia informou que os gastos com marketing devem crescer diante da expectativa de maior competição no setor de cartões de crédito e débito.

BM&FBovespa, que na sexta-feira à noite anunciou um acordo operacional com a Nasdaq foi outra com mau desempenho, ao cair 1,6 por cento, para 12,05 reais.

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