Em dia de PIB ruim, índice atinge nova máxima em 2009

A expansão abaixo das expectativas da economia doméstica no terceiro trimestre não tirou o apetite dos investidores por ações na Bovespa, que seguiu a tendência externa positiva e cravou novo pico no ano nesta quinta-feira.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

10 de dezembro de 2009 | 19h46

Amparado por uma combinação de ganhos de elétricas, aéreas e empresas de metais, o Ibovespa subiu 1,05 por cento, para 68.728 pontos, novo pico desde 9 de junho de 2008. O giro financeiro do pregão foi de 6,99 bilhões de reais.

"Aparentemente, o investidor está pautando os negócios mais pela expectativa de manutenção da liquidez elevada do que na economia", disse Peter Ping Ho, chefe de pesquisa da Brava Investimento, referindo-se aos dados mistos conhecidos nesta quinta-feira.

O mais esperado deles na Bovespa foi o do PIB brasileiro, que cresceu 1,3 por cento de julho a setembro sobre o trimestre anterior, frustrando os analistas. Na mediana de perspectivas coletadas pela Reuters, o avanço seria de 2 por cento.

De imediato, a Anbima, entidade que representa instituições do mercado financeiro, avisou que deve revisar para baixo a projeção de crescimento da economia em 2010, hoje de 5,2 por cento.

No plano internacional, a safra de dados desencontrados também pouco interferiu no otimismo dos investidores. Ao mesmo tempo em que conferiu o salto na produção industrial chinesa e a alta do PIB italiano, o mercado soube do aumento dos pedidos de seguro-desemprego nos EUA e da retração da indústria francesa.

O que contou a favor foi a notícia de que o déficit orçamentário dos EUA em novembro atingiu 120,3 bilhões de dólares, valor menor que o esperado. No fechamento da Bovespa, os índices de Wall Street apontavam para cima.

Na bolsa paulista, o papel preferencial da Vale ganhou 1,9 por cento, a 42,28 reais, e foi a que mais contribuiu para elevar o Ibovespa, depois de o JP Morgan ter elevado a recomendação dos papéis da companhia para "acima da média do mercado".

Outro destaque positivo foi de novo Eletrobrás, cujo papel ordinário disparou 7,3 por cento, para 38,75 reais, ainda sob efeito da sinalização da companhia, feita na véspera, de que pretende pagar dividendos antigos a acionistas em 2010.

A Redecard recuperou-se das perdas recentes com um salto de 7,3 por cento, a 25 reais. Fora do índice, Cielo, ex-VisaNet subiu 8,1 por cento, a 14,60 reais.

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