Em dia de poucos negócios, dólar sobe 0,17%

Dólar comercial encerrou cotado a R$ 1,7870. Bolsas em Nova York operam em queda

Agência Estado,

25 de janeiro de 2008 | 17h05

Em um dia de poucos negócios, o dólar comercial encerrou cotado a R$ 1,7870, em alta de 0,17% em relação aos últimos negócios de ontem.  Com o aparente alívio externo na quinta, depois do acordo entre o Congresso e o governo dos EUA sobre o pacote fiscal de US$ 150 bilhões para tentar evitar uma recessão no país e os lucros positivos anunciados pela Microsoft, Caterpillar e Honeywell, os investidores começaram o dia com um sentimento mais confiante. No entanto, as cotações à vista acabaram sendo pressionadas pela virada para queda das Bolsas em Nova York durante à tarde, que carregaram junto os mercados europeus. Um informe divulgado sobre o plano de demissão de funcionários do banco de investimentos Goldman Sachs provocou fortes vendas de ações do setor financeiro em Wall Street. Além disso, a Casa Branca alertou que será desastroso se o Senado fizer algo para desacelerar ou destruir o acordo e que o pacote não será tão eficaz se os democratas do Senado adiarem sua aprovação. Com o feriado municipal pelos 454 anos da cidade de São Paulo, hoje, as Bolsas brasileiras (BM&F e Bovespa) fecharam e o atendimento cambial foi restrito a outras praças. As tesourarias realizaram operações interbancárias comerciais (importação e exportação) e financeiras. Mas o fluxo cambial reduzido ajudou a minguar a liquidez (volume de negócios). Os operadores consultados afirmaram que as atenções seguiram voltadas para o ambiente externo, onde as Bolsas subiram na Ásia, ensaiaram recuperação que não se sustentou na Europa e permaneceram voláteis em Nova York. Na tarde desta sexta, as bolsas em Nova York operam em queda. Agenda da semana A agenda dos EUA da próxima semana rica em indicadores e eventos, como a reunião do Banco Central nos Estados Unidos (Fed) na terça e quarta-feira, deverá manter os investidores sob cautela e os mercados agitados. Entre os indicadores de destaques estão as vendas de imóveis novos em dezembro, na segunda-feira; o dado de confiança do consumidor de janeiro, na terça-feira; as primeiras prévias do PIB e dos números sobre consumo pessoal relativos ao 4º trimestre de 2007, na quarta-feira; o índice de preços e de gastos com consumo (PCE) de dezembro e em 12 meses, na quinta-feira; e a taxa de desemprego em dezembro, além dos números sobre vagas criadas em janeiro (payroll), na sexta-feira. Internamente, o Banco Central divulgará na segunda-feira a nota do setor externo, com resultados da conta corrente e de Investimento Estrangeiro, ambos de dezembro; e na quinta-feira, a ata da reunião do Copom desta semana, que manteve a taxa Selic inalterada em 11,25% ao ano

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