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Em dia de vencimento, Bovespa dribla exterior e sobe 0,50%

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI , O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2012 | 03h05

ABolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se descolou ontem dos mercados de ações ao redor do mundo e fechou em alta de 0,50%, aos 63.010,48 pontos. Os vencimentos de opções sobre o Ibovespa e de contratos futuros do índice favoreceram a alta das ações no Brasil, apesar do tom mais pessimista no exterior. Com o resultado, o Ibovespa reduziu a desvalorização acumulada no mês para 2,32% e elevou o ganho em 2012 para 11,02%. Na Europa, os índices acionários declinaram principalmente por causa dos temores em relação à economia da Espanha. Ontem, o Banco Central espanhol informou que a proporção de empréstimos podres dos bancos do país atingiu o maior nível em 18 anos em fevereiro, acima de 8,0%. Além disso, os preços dos imóveis no país caíram 7,2% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, o que representa o maior recuo desde o terceiro trimestre de 2009. Em Madri, o índice Ibex 35 fechou com baixa de 3,99%, enquanto na Itália o FTSE MIB caiu 2,42%, O índice CAC 40 da Bolsa de Paris teve queda de 1,59%. Na Bolsa de Frankfurt, o DAX cedeu 1,01%. Em Londres, o FTSE100 recuou 0,38%.

Nos EUA, balanços ruins de empresas do setor de tecnologia fizeram os principais índices de ações recuarem. O Dow Jones caiu 0,63%, o S&P-500 teve baixa de 0,41% e o Nasdaq declinou 0,37%. Mesmo assim, o Ibovespa fechou em alta. Segundo o analista-chefe da Coinvalores, Marco Aurélio Barbosa, o descolamento da Bovespa em relação às bolsas internacionais pode ser explicado pelo vencimento de opções e de contratos futuros. Vale e Petrobrás, por exemplo, conseguiram fechar a quarta-feira no azul, na contramão de seus pares no exterior. O papel ON da mineradora subiu 1,02% e o PNA avançou 0,45%. No caso da Petrobrás, as ações ON avançaram 1,61% e as PN tiveram alta de 0,83%. Entre os bancos, Bradesco recuou 0,13% e Itaú Unibanco teve baixa de 0,60%, enquanto Banco do Brasil avançou 1,63% e as units do Santander tiveram ganho de 1,14%.

No mercado de câmbio, o dólar comercial continuou sua escalada, subindo mais 1,24%, a R$ 1,877. Pela quinta sessão seguida, o BC realizou dois leilões de compra de dólares, o que impulsionou a moeda. Na renda fixa, os contratos futuros de juros cederam ligeiramente em meio à expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, reduziria a Selic em 0,75 ponto porcentual, a 9,00% ao ano. A decisão saiu após o fechamento do mercado.

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