Ahn Young-joon/AP Photo
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Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Em dia decisivo para Reino Unido e EUA, Bolsas da Europa caem; Ásia fecha em alta

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,21%, em 3.224,36 pontos, recuperando-se após três recuos consecutivos; negociações entre o Reino Unido e a União Europeia sobre a relação futura após o Brexit também seguem no radar

Gabriel Bueno da Costa e Célia Froufe, correspondente, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2020 | 07h30

SÃO PAULO E LONDRES - As Bolsas da Ásia fecharam com sinal positivo nesta terça-feira, 29, após um pregão forte na segunda-feira, 28, em Nova York. Xangai e Tóquio mostraram ganhos modestos, com o fato de que a covid-19 já matou 1 milhão de pessoas pelo mundo também no radar, já que isso é um risco para a atividade e a demanda futura. 

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,21%, em 3.224,36 pontos, recuperando-se após três recuos consecutivos. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 1,01%, a 2.148,45 pontos. A China Fortune Securities diz que continua a existir pressão de venda sobre alguns papéis nas Bolsas chinesas, diante de riscos externos quando os mercados locais estarão fechados por um feriado nacional entre 1° e 8 de outubro. A corretora aponta, contudo, que a correção mais recente já parece ter sido concluída.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,12%, a 23.539,10 pontos, puxado por ações do setor de eletrônicos. A fabricante de sensores Keyence subiu 3,7% e a de motores elétricos Nidec teve alta de 3,4%. Investidores pretendiam monitorar o debate presidencial da noite desta terça-feira nos Estados Unidos e suas eventuais implicações para a política do Japão.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi fechou em alta de 0,86%, em 2.327,89 pontos na Bolsa de Seul. A alta foi a terceira consecutiva, com investidores buscando barganhas após quedas recentes, em um quadro de menores temores com a pandemia, que apoiou o sentimento antes de feriado prolongado de três dias a partir desta quarta-feira. Os negócios na praça sul-coreana, portanto, serão retomados apenas na segunda-feira. Em Taiwan, o índice Taiex encerrou em alta de 0,04%, em 12,467.73 pontos.

Na Oceania, na Bolsa de Sydney o índice S&P/ASX 200 fechou estável, em 5.952,10 pontos, com certa melhora no sentimento na reta final do pregão. Ações de tecnologia avançaram, como Xero (+3,0%) e WiseTech (+3,4%). Já Bank of Queensland recuou 7,2%, em dia negativo para o setor financeiro na Austrália

Bolsas da Europa 

Nesta terça é dada a largada para o caminho que determinará o futuro do Reino Unido  e dos Estados Unidos. No Velho Continente, ocorre a nona e mais decisiva rodada de negociações comerciais sobre o relacionamento entre britânicos e a União Europeia depois do Brexit, como é chamada a saída do país do bloco comum.

Na América do Norte, haverá o primeiro debate entre os candidatos à vaga na Casa Branca: o presidente Donald Trump e o ex-vice-presidente Joe Biden. Os investidores estão cautelosos com o desfecho desses dois eventos, horas após a confirmação de que o número de mortos por coronavírus passa de 1 milhão de pessoas em todo o mundo, pela contagem da Johns Hopkins University - 33 milhões de casos confirmados.

Nesta manhã, o índice pan-europeu Stoxx-600 caía 0,38%, a 362,02 pontos, com a maioria dos pregões do continente no vermelho. A baixa é contida e ocorre um dia depois de uma elevação de 2,2% do benchmark, o melhor resultado diário desde o final de junho.

O setor bancário, que na segunda-feira exibiu alta superior a 5%, há pouco recuava 1,55%. O de viagens e lazer também sofria (-0,74%), pois é um dos que continuarão a perder no caso de haver uma segunda onda de contaminações de covid-19. Ações do segmento caem, como a operadora de aeroportos Aéroports de Paris, por exemplo, que cedia -2,72% e as das companhias aéreas Deutsche Lufthansa (-1,48%) e IAG, controladora da British Airways e Ibéria (-2,56%). 

Às 6h30 de Brasília, a Bolsa de Londres caía 0,88%, a de Frankfurt perdia 0,80% e a de Paris cedia 0,53%. Milão tinha baixa de 0,12%, enquanto Madri (-0,49%) e Lisboa (-0,60%) também caíam. No mercado cambial, o euro era negociado a US$ 1,1692 ante US$ 1,1665 do fim da tarde de ontem e a libra era cotada a US$ 1,2877, de US$ 1,2833 da véspera.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta madrugada, sem muito impulso após a alta de ontem. A disseminação da covid-19, que já matou 1 milhão de pessoas pelo mundo, e seus possíveis impactos à atividade e, consequentemente, à demanda pela commodity continuam a ser monitorados, em meio a notícias de que a Alemanha pode restringir alguns eventos para conter o vírus. Por outro lado, a expectativa por estímulos fiscais nos Estados Unidos pode ajudar os contratos, ainda que continuem as divisões entre governo e oposição sobre o assunto, em dia também do primeiro debate na disputa à presidência do país. Às 4h36 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro caía 0,62%, a US$ 40,35 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro recuava 0,49%, a US$ 42,66 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). 

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