Em dia morno, dólar repercute Mantega e sobe antes do Fed

A moeda norte-americana subiu 0,40%, para R$ 1,7660. No mês, o dólar acumula baixa de 1,56%

Reuters,

10 de dezembro de 2007 | 17h22

O dólar quebrou a sequência de três quedas consecutivas e fechou em alta nesta segunda-feira, em meio à expectativa pela definição do juro básico nos Estados Unidos e após declarações do ministro da Fazenda sobre o possível fundo soberano do país. A moeda norte-americana subiu 0,40%, para R$ 1,7660. No mês, o dólar acumula baixa de 1,56%. O mercado de câmbio viveu um dia morno, sem grandes movimentações. A expectativa dos investidores é pela definição, na terça-feira, da taxa de juros pelo Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos). A principal aposta dos agentes é de uma redução de 0,25 ponto percentual, mas há quem espere um corte mais agressivo de 0,50 ponto percentual. Nas duas últimas reuniões, o Fed reduziu o juro para amenizar a crise financeira e sustentar o crescimento econômico, que vive uma desaceleração. "Um corte mais ousado na taxa de juro americana pelo Fed poderá estimular ingressos de moeda física no mercado de câmbio e elevação das operações de arbitragem na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), com grande potencial de apreciar o real", disse Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, em relatório. Sem uma definição clara, o mercado passou a segunda-feira de olho no fluxo cambial, que tradicionalmente registra mais saídas no final do ano devido a remessas de lucros e ao aumento sazonal das importações. Os agentes prestaram atenção também nas declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao jornal britânico Financial Times. Mantega disse que o objetivo de um fundo soberano estudado pelo governo é "reduzir a oferta de dólares no mercado" e tentar conter a apreciação do real. O mercado teme que haja uma dupla intervenção do governo no câmbio, que já atua no mercado por meio de leilões de compra de dólares do Banco Central. A incerteza, segundo analistas, pode eventualmente pressionar a cotação do dólar. "Está todo mundo com um pé atrás muito grande em relação a isso", disse João Medeiros, diretor da corretora Pioneer.

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