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Em dia ruim no exterior, dólar reage ao IOF e sobe 2,1%

Moeda americana fecha em R$ 1,748; é a valorização mais forte em um único dia desde 22 de junho

Reuters,

20 de outubro de 2009 | 17h25

A taxação do capital estrangeiro, aliada a uma sessão negativa nos principais mercados internacionais, devolveu o dólar a quase R$ 1,75, após uma forte alta nesta terça-feira, 20.  

 

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A moeda norte-americana fechou com valorização de 2,10%, a R$ 1,748. Foi a valorização mais intensa do dólar em apenas um dia desde 22 de junho. O índice Ibovespa, às 16h33, despencava 3,14%.

 

No exterior, as principais bolsas de valores também caíam, influenciadas por números piores do que o esperado no setor imobiliário dos Estados Unidos. O dólar se valorizava ante uma cesta com as principais moedas, e o índice Reuters-Jefferies tinha queda de 0,67%.

 

"Como lá fora está negativo, ajuda a maximizar essa variação", disse Mario Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora. Na véspera, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a taxação do capital estrangeiro em ações e renda fixa por meio de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com alíquota de 2%.

 

A intenção do governo já era noticiada desde o final da semana passada, e por isso não surpreendeu o mercado. Nos mercados de dólar futuro e cupom cambial, os investidores estrangeiros já começavam a se proteger de uma eventual alta do dólar, com U$ 3,63 bilhões em posições compradas no fechamento de segunda-feira, 19.

 

O mercado, porém, questiona se a alta desta terça-feira será duradoura. "Mesmo com esse tributo, vai continuar sendo vantagem" investir no Brasil, avalia Battistel. Para analistas de bancos e consultorias, a principal novidade é a inclusão das aplicações na bolsa entre os alvos da tributação. Eles alertam, porém, que os principais fatores externos que contribuem para a baixa do dólar continuarão em vigor.

 

Apesar da alta desta sessão, o Banco Central manteve a postura dos últimos meses e realizou o tradicional leilão de compra de dólares no mercado à vista. Em 16 de outubro, as reservas internacionais já superavam U$ 232 bilhões.

 

O comportamento do mercado de câmbio influenciou outras moedas vizinhas. Na Colômbia, o peso local caía cerca de 3% em relação ao dólar por especulações de que o governo adotará medidas tributárias semelhantes.

 

Já o peso chileno se valorizou 0,26% em relação do dólar. Segundo operadores locais, isso ocorreu porque a demanda de dólares no país para operações de carry trade no Brasil tende a diminuir.

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