Marcos Corrêa/Presidência da República
Marcos Corrêa/Presidência da República

Em discurso a prefeitos, Bolsonaro cita Maia, Amazônia, valores da família e Previdência

Presidente disse que o governo está em uma 'encruzilhada', mas que é obrigado a fazer a reforma; no primeiro evento público ao lado do presidente da Câmara após troca de farpas, Bolsonaro se referiu a ele como 'prezado irmão'

Julia Lindner e Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2019 | 16h12

BRASÍLIA - Em um breve discurso, de cerca de 10 minutos, nesta terça-feira, 9, o presidente da República, Jair Bolsonaro, citou três vezes o nome do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu o “uso racional da Amazônia”, os valores da família e também a reforma da Previdência.

Em uma das citações ao deputado do DEM, Bolsonaro se referiu a ele como “prezado irmão”. Esse foi o primeiro evento público em que Bolsonaro e Maia se encontraram após a troca de farpas protagonizada pelos dois ao longo do mês de março.

“Sobre a Previdência, temos uma encruzilhada pela frente. Como disse Maia aqui, quem gostaria de fazer a reforma? Nós somos obrigados a fazer. Pelas minhas andanças pelo mundo, aguardam uma sinalização nossa de que queremos equilibrar nossas contas, que temos responsabilidade”, disse Bolsonaro durante a abertura 12ª Marcha dos Prefeitos em Brasília.

Bolsonaro ressaltou a necessidade de investir em educação e tecnologia e disse que a economia brasileira não pode continuar dependendo de commodities. Nessa área, ele elogiou a atuação do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, a quem chamou de “orgulho da nação” e afirmou que Pontes está em busca de parcerias pelo mundo para suas áreas.

Em relação à educação, Bolsonaro afirmou que “temos de formar profissionais e não militantes”. “Temos a função das nossas escolas que é formar bons profissionais”, disse. “Queremos homens e mulheres, nossos filhos melhores do que nós. E nós faremos nossos filhos melhores do que nós”, disse antes de citar que "nossos valores" foram desgastados nos últimos anos.

“Vamos trabalhar para isso. Eu Maia, Alcolumbre (Davi, presidente do Senado) podemos fazer. E o povo vai estar do nosso lado. O povo deve dizer para onde devemos ir e não o contrário”, disse.

O presidente disse ainda ser um defensor do Bolsa Família. “Tanto é que vamos apresentar amanhã o 13º”, disse.

Ele afirmou ainda que fará viagens para China, para os países árabes e novamente para os Estados Unidos. Na sequência, o presidente emendou que pretende explorar racionalmente a Amazônia. “Queremos o índio do nosso lado. Ele é nosso irmão”, disse. “Não podemos criar impedimentos.”

Pedido de união

O presidente fez um pedido de união entre os brasileiros e confessou que acabou abandonando o script de seu discurso, levado pela emoção de se dirigir a uma plateia a qual ele classificou como “seleta, patriota e temente a Deus”. 

“Meus amigos, meus irmãos, disseram Maia e Alcolumbre aqui, temos pouco realmente (Orçamento da União), mas queremos dividir o  pouco com vocês com o pacto federativo”, afirmou.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também foi citado. Bolsonaro disse que teve o sinal verde do chefe da equipe econômica na segunda-feira para “majorar fundo de participação dos municípios”. “Na busca do mesmo objetivo que é o bem estar da população brasileira. O Brasil é nosso!”

Bolsonaro deixou o evento sob aplausos e gritos e “mito”.

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