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Em discurso duro, Obama prevê confronto com ''status quo''

Presidente americano defende proposta de Orçamento e diz que sabe que vai contrariar interesses

AP, O Estadao de S.Paulo

28 de fevereiro de 2009 | 00h00

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez ontem um duro discurso em favor das reformas que pretende implementar nos sistemas de saúde, energia e educação do país. "O sistema que temos hoje pode até funcionar para os interesses (dos) poderosos e bem relacionados que comandaram Washington durante muito tempo", afirmou, durante sua mensagem semanal transmitida por rádio e televisão. "Mas não para mim. Eu trabalho para o povo americano."Obama acrescentou que sua ambiciosa proposta de Orçamento, apresentada quinta-feira, ajudará milhões de cidadãos, mas apenas se o Congresso resistir às pressões dos poderoso lobistas que tentam influenciar os legisladores. "Sei que essas medidas não vão agradar aos interesses especiais e aos lobistas que estão acostumados à maneira tradicional de fazer negócios, e sei que eles já estão se preparando para a luta", disse. "Meu recado para eles é: eu também."Alguns observadores têm qualificado as propostas de Obama como radicais. Mas o presidente afirmou que todas foram expostas durante a campanha eleitoral. "É a mudança pela qual o povo americano votou em novembro", disse. Obama disse estar ciente de que vai mexer com interesses em diversas áreas da sociedade. As seguradoras, observou, não vão gostar de "ter de competir para seguir oferecendo cobertura de seguro de saúde para os mais idosos, mas é assim que vamos ajudar a preservar e a proteger o Medicare (o sistema de saúde do país)". "Os bancos e os grandes emprestadores a estudantes não vão gostar da ideia de que vamos acabar com seus subsídios, mas é assim que vamos economizar quase US$ 50 bilhões dos contribuintes e ampliaremos o acesso à universidade." Para Obama, as companhias de petróleo e gás não vão gostar "que coloquemos fim a quase US$ 30 bilhões em cortes impositivos, mas é assim que ajudaremos a financiar uma economia com energia renovável". "Não será fácil (aprovar o Orçamento)", reconheceu. "Como representa uma mudança real e dramática, também representa uma ameaça ao status quo em Washington."

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