Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

Em dois dias de isolamento voluntário, queda no comércio de SP é de 32%

Lojistas querem isenção de aluguel e de taxas de condomínio em shoppings, que ficarão fechados a partir do dia 23 de março na região metropolitana

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2020 | 13h21

Em dois dias de isolamento voluntário, o varejo físico da capital paulista teve queda de quase 32% no fluxo de consumidores. Os dados são da empresa de coleta e análise de dados do comércio, Seed Digital.

A pesquisa identificou que ontem e antes de ontem, 16 e 17, o número de clientes na lojas de shopping caiu 44% em São Paulo, em comparação aos demais dois primeiras dias da semana de 2020. As lojas de ruas tiveram uma redução de fluxo de 20%.

"A queda se acentuou nos primeiros dias da semana e a tendência é de intensificar a cada dia, pois mais pessoas estão em casa, as aulas foram suspensas e a recomendação das autoridades de saúde é de isolamento", diz Sidnei Raulino, da Seed Digital. 

Segundo os lojistas, a situação se complica ainda mais agora que o  governador João Doria (PSDB) determinou os fechamentos de todos os shoppings da região metropolitana a partir de 23 de março.

Os empresários do setor estão procurando individualmente as administradoras de shoppings para renegociar os contratos de locação e o pagamento de taxa de condomínio. O presidente da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablo), Tito Bessa Junior, não descarta entrar com ações coletivas contra os shoppings, caso o pedido de renegociação não seja considerado. 

"Nós estamos pedindo aos shoppings isenção de aluguel, de taxa de propaganda, de condomínio, tudo", afirma o presidente da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablo), Tito Bessa Junior. "Estamos com medo de não conseguir pagar nem os funcionários. Vai ter uma quebradeira no setor", afirma.

O empresário Jonas Bechelli, da Doctor Feet, diz que a redução de vendas nos dois primeiros dias "foi dramática". "É muito pior do que estão falando. Eu acho que caiu pra área de serviços quase 60% em vendas", diz ele, que tem 85 lojas, a maior parte em shoppings. "Os shoppings precisam nos liberar do pagamento do aluguel e pelo menos reduzir muito o condomínio", afirma.

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