Divulgação
Divulgação

coluna

Louise Barsi explica como viver de dividendos seguindo o Jeito Barsi de investir

Em fase de expansão, CPFL deve olhar Cemig

Estratégia é olhar ativos em todas as áreas de atuação da empresa e aproveitar também a redução do endividamento da companhia

Reuters

17 de agosto de 2019 | 05h00

Mais de dois anos após ser adquirida pela chinesa State Grid e pouco depois de uma oferta de ações na qual levantou R$ 3,7 bilhões, a CPFL Energia está em nova fase de expansão. Vai avaliar projetos e oportunidades em privatizações, como da mineira Cemig

A estratégia é olhar ativos em todas as áreas de atuação da empresa – de geração, energia renovável, distribuição às linhas de transmissão – e aproveitar também a redução do endividamento da companhia.

“Pelo porte da CPFL e também de nosso acionista, pode-se ter uma perspectiva das ambições para a companhia”, disse Gustavo Estrella, que assumiu o comando da elétrica em dezembro. “A gente não descarta nenhum tipo de ativo.”

A Cemig tem valor de mercado de cerca de R$ 22 bilhões. “A localização geográfica é importante, principalmente quando você fala de distribuição”, disse. “Como a Cemig está na mesma região que a CPFL, então é um ativo que a gente teria de olhar e avaliar”.

Maior elétrica do mundo, a State Grid pagou R$ 14,2 bilhões pelo controle da CPFL no início de 2017, em transação fechada junto a Camargo Corrêa e fundos que tinham participação na empresa. No fim daquele ano, os chineses pagaram mais R$ 11,3 bilhões aos minoritários, elevando a participação na companhia. 

Ambição

Segundo Estrella, a CPFL tem a estratégia definida de ser uma “consolidadora” no setor de distribuição, no qual é uma das maiores do Brasil, com concessões no Estado de São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Na área de transmissão, a companhia está de olho em leilões de novos projetos pelo governo. Ela quer crescer principalmente em ativos de menor porte e próximos às suas operações. Em geração, a ideia é utilizar como plataforma de crescimento a CPFL Renováveis, braço de geração limpa da CPFL, que já opera 2,1 gigawatts em usinas eólicas, de biomassa e solares.

A CPFL ainda vai comprar uma participação em sua controlada CPFL Renováveis, hoje detida pela State Grid. “A CPFL Renováveis será nosso veículo de investimento nesse setor”, disse. “Vislumbramos uma série de oportunidades nesse mercado, seja em consolidação, porque é também fragmentado e como desenvolvimento de novos projetos.”

Em paralelo, a CPFL precisará decidir até o fim do ano se manterá a CPFL Renováveis listada em bolsa ou se trará as ações da companhia do mercado, disse. 

MG começa preparar venda da Cemig 

O governo de Minas Gerais está preparando um projeto de privatização de ativos que deve incluir a elétrica Cemig e pode ser enviado à Assembleia Legislativa na próxima semana, ou o mais tardar até o fim do mês. A ideia do governado é buscar a privatização integral da companhia, que tem negócios em geração, transmissão e distribuição de energia e é uma das maiores na área do Brasil. “O objetivo é privatizar tudo”, afirmou Cledorvino Belini, presidente da empresa. 

Privatização de elétricas no RS inicia com acordo 

Foi dada a largada ontem no processo de privatização de duas empresas de energia elétrica do Rio Grande do Sul – de geração e transmissão (CEEE-GT) e de distribuição (CEEE-D) – com a assinatura entre o governo do Estado e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de um acordo para a estruturação da venda. O grupo CEEE é responsável pela geração de cerca de 18% da energia hidrelétrica no Estado e fornece eletricidade para cerca de 4 milhões de pessoas, 35,3% da população gaúcha.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.