Lee Jin-man/AP Photo
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Mercados internacionais fecham em queda com tensões EUA-China e realização de lucros

Segundo a Reuters, Washington deve adicionar novas companhias da China à chamada lista de entidades, que dificulta o acesso a compradores americanos

Eduardo Gayer e André Marinho, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2020 | 07h30
Atualizado 30 de novembro de 2020 | 18h32

As Bolsas da Ásia e da Europa encerraram a sessão desta segunda-feira, 30, em queda generalizada, com os investidores também atentos à tensão entre os Estados Unidos e a China. Segundo informa a Reuters, Washington deve adicionar novas companhias do país asiático à chamada lista de entidades, que dificulta o acesso a compradores americanos. Com tudo isso, dados positivos da economia chinesa acabaram apenas monitorados. 

Colaborou para a queda a notícia de que o governo americano está prestes a adicionar a principal fabricante de chips da China, a SMIC, e a produtora de petróleo e gás offshore do país asiático CNOOC à chamada "lista de entidades". A medida restringe acesso a investidores dos EUA.

Com isso, notícias favoráveis ficaram em segundo plano, em um dia no qual os mercados também aproveitaram para realizar lucros, movimento que é típico do fim de mês. A Moderna informou nesta segunda que pedirá autorização para uso emergencial de sua vacina para a covid-19 nos EUA e na Europa, após os resultados finais de seus testes clínicos. A farmacêutica será a segunda a protocolar o pleito, seguida da Pfizer, em parceria com a BioNTech, cujo imunizador tem eficácia de 95%. 

Também passou batido a confirmação da ex presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano)Janet Yellen, como secretária do Tesouro americano na gestão do democrata Joe Biden, que assume o poder em 20 de janeiro de 2021. A expectativa é a de que a economista tome liderança na defesa por uma nova rodada de estímulos fiscais.

Bolsas da Ásia

Nesta segunda, o avanço do índice de gerentes de compras (PMI) do setor industrial da China, de 51,4 em outubro para 52,1 em novembro, maior nível em três anos, também ficou em segundo plano. Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei encerrou o dia em baixa de 0,79% enquanto em Seul, o índice Kospi cedeu 1,60%. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,49%.

Entre outros mercados, na China continental, o índice composto de Xangai cedeu 0,49% e o de Shenzhen caiu 0,15%. Na Bolsa de Sydney, o índice S&P/ASX 200 cedeu aos 1,26%. 

Bolsas da Europa

Com temores de acirramento nas tensões entre as duas maiores potências econômicas do globo, a Bolsa de Londres cedeu 1,59%. Por lá, seguem repercutindo os desdobramentos das negociações por um acordo comercial pós-Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia que será oficializada em 1 de janeiro de 2021. Neste final de semana, a Reuters descreveu o clima das discussões como "bastante difíceis".

Em Frankfurt, o DAX recuou 0,33% enquanto, em Paris, o CAC 40 perdeu 1,42%. Já o índice pan-europeu Stoxx 600 teve baixa de 0,98%. Milão, Madri e Lisboa acumularam quedas de 1,30%, 1,39% e 1,01% cada.

Petróleo

Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou que a reunião de hoje do cartel terminou hoje e continuará amanhã. Segundo fontes informaram à Dow Jones Newswires, o grupo ainda não tomou uma decisão a respeito de uma possível prorrogação do acordo que prevê cortes na produção de petróleo para o ano que vem. Em resposta, WTI para janeiro fechou em baixa de 0,42%, a US$ 45,34 o barril, enquanto o Brent para fevereiro teve queda de 0,77%, a US$ 47,88 o barril. 

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