Danish Siddiqui | Reuters
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Na Índia, Temer fala em aumentar comércio bilateral

Governo pretende aproveitar reunião do Brics para melhorar a corrente comercial entre os países, que foi de US$ 7,9 bi em 2015

Ricardo Leopoldo, enviado especial, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2016 | 19h08

GOA, ÍNDIA - O governo brasileiro quer aproveitar a 8.ª Cúpula do Brics, que está sendo realizada neste fim de semana em Goa, na Índia, para expandir o comércio com os indianos. Segundo o ministro das Relações Exteriores, José Serra, a corrente de comércio entre os dois países, que atingiu US$ 7,9 bilhões em 2015, tem potencial para crescer exponencialmente. “Pode ser duplicada, triplicada, ao longo dos anos, com muita probabilidade”, disse, ao chegar a Goa, ontem, com o presidente Michel Temer.

O presidente apontou que, além do relacionamento com a Índia, pretende elevar a integração do País com o Brics (sigla que representa Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e aprofundar os vínculos com o Japão. “O Bric, ao longo do tempo, deu certo. Não tem uma organização jurídica, mas há uma relação muito espontânea entre os países”, disse Temer, acrescentando que essas nações são complementares.

“Há tempos criou-se o banco de desenvolvimento que tem sido muito útil para os países integrantes do Brics. Amanhã (hoje) trataremos em primeiro lugar do resultado deste banco de desenvolvimento e a integração cada vez maior entre esses países contratantes”, disse.

Segundo Temer, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, manifestou interesse de realizar um encontro bilateral com o Brasil, o que será feito na segunda-feira. Ontem, Modi recebeu, em um jantar, além de Temer, os presidente da China, Xi Jinping, da Rússia, Vladimir Putin, e da África do Sul, Jacob Zuma. Modi também já teve um encontro bilateral com Putin, no qual foram anunciados projetos de cooperação nas áreas de defesa e segurança. 

Para José Serra, há boas expectativas na aproximação econômica entre Brasil e Índia, pois o país asiático é muito grande, “tem um potencial imenso de importação, de investimentos, interessa muito, até pela proximidade política no campo internacional”.

Depois da estadia na Índia, Temer vai para o Japão, a convite do primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, e terá um breve encontro com o imperador Akihito, reuniões que deverão ocorrer no dia 19. Para Temer, os laços do Brasil com aquele país são muito grandes. Ele lembrou a forte presença de empresas nipônicas no mercado nacional e também o grande número de brasileiros que moram naquela nação asiática.

Cide. Na Índia, Temer afirmou que a Cide combustíveis “não vai aumentar”. Depois que a Petrobrás determinou uma redução média no preço do diesel de 2,7% e de 3,2% no da gasolina, nas refinarias, especialistas apontaram que a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), um tributo que incide sobre os combustíveis, poderia ser elevada, especialmente para compensar perdas de caixa da estatal que viriam da diminuição de preços. “Não há nada concreto a respeito disso”, disse Temer

 

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