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Em janeiro, contas públicas registram maior superávit para o mês desde 2012

Resultado consolidado das contas do Governo Central, Estados, municípios e estatais ficou positivo em R$ 21,1 bilhões em janeiro; Estados e municípios economizaram mais que esfera federal

Célia Froufe, O Estado de S. Paulo

27 Fevereiro 2015 | 10h53

O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, com exceção da Petrobrás e Eletrobras) apresentou superávit primário de R$ 21,1 bilhões em janeiro, conforme informou nesta sexta-feira, 27, o Banco Central. Este é o melhor resultado para o mês desde 2012, quando ficou em R$ 26 bilhões. A atual série histórica do Banco Central teve início em dezembro de 2001.

Em dezembro do ano passado, o resultado havia sido negativo em R$ 12,9 bilhões e, em janeiro de 2014, houve superávit de R$ 19,9 bilhões. O resultado primário consolidado de janeiro deste ano ficou acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro.

O esforço fiscal do mês passado foi composto por um superávit de R$ 10,1 bilhões do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS). Os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 10,5 bilhões no mês - foi o maior da série histórica, iniciada em 2001. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 9,2 bilhões, os municípios tiveram superávit de R$ 1,3 bilhão. Já as empresas estatais registraram superávit primário de R$ 444 milhões.

Apesar da melhora do resultado fiscal, o setor público ainda acumula um déficit primário de R$ 31,394 bilhões em 12 meses até janeiro de 2015, o equivalente a 0,61% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o Banco Central, o esforço fiscal melhorou em 12 meses em relação ao período encerrado em dezembro, quando estava negativo em 0,63% do PIB, ao totalizar R$ 32,536 bilhões.

Desde o anúncio da nova equipe econômica para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o BC vem dizendo que o esforço fiscal tende a seguir o caminho da neutralidade em 2015, podendo até mesmo apresentar um viés contracionista.

O resultado fiscal nos 12 meses encerrados em janeiro foi influenciado pelo déficit de R$ 22,946 bilhões do governo central (0,45% do PIB). Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um déficit de R$ 4,488 bilhões (0,09% do PIB). Enquanto os Estados registraram um déficit de R$ 10,107 bilhões, os municípios alcançaram um saldo positivo de R$ 5,619 bilhões. As empresas estatais, no entanto, registraram um resultado negativo de R$ 3,961 bilhões no período. 


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