André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Em jantar com equipe, Levy é cumprimentado por clientes e diz ter 'consciência tranquila'

O ex-Ministro da Fazenda se despediu de sua equipe e disse que fez o que dependia dele

Lorenna Rodrigues, O Estado de S. Paulo

19 de dezembro de 2015 | 19h51

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se despediu ontem de sua equipe dizendo estar com a consciência tranquila. Poucas horas depois de ser confirmada sua saída da pasta – e a indicação do novo ministro Nelson Barbosa – Levy levou secretários, assessores próximos, funcionários do gabinete, secretárias e motoristas para um jantar no restaurante Oliver, no Clube do Golfe, próximo à Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

De acordo com o relato dos presentes, foi um encontro informal e Levy estava descontraído. Foi interrompido por clientes do restaurante que queriam cumprimentá-lo e lamentar sua saída do governo.

O episódio marca uma diferença entre Levy e seu antecessor, Guido Mantega. Responsabilizado pelas as pedaladas fiscais e o início da crise econômica, Mantega foi insultado algumas vezes em locais públicos, como restaurantes e até em um hospital.

A interlocutores, Levy disse que saía tranquilo e com a convicção de que fez o que dependia dele. Evitou falar da escolha de Barbosa para seu lugar, com quem travou inúmeras batalhas acerca da condução da política econômica ao longo do ano. Disse que lhe restava desejar boa sorte – e esse deverá ser o tom do discurso que o ainda ministro fará na transmissão de cargo, marcada para segunda-feira.

China. Levy foi passar o fim de semana no Rio de Janeiro, onde tem apartamento, mas voltará para Brasília na segunda-feira para o evento. Depois, vai encontrar a família na China, onde vive uma de suas filhas.

Nos próximos seis meses, o ministro deverá obedecer quarentena e, nesse período, não poderá trabalhar na iniciativa privada– a não ser em algumas situações permitidas pela Comissão de Ética Pública. Nesse período, poderá continuar recebendo o salário de ministro.

Levy garante ainda não saber o que fará no segundo semestre de 2016, quando voltar à ativa.

Do jantar de ontem, participaram secretários como o de Acompanhamento Econômico, Paulo Corrêa, e da Receita Federal, Jorge Rachid. Ao final do encontro, Levy dividiu com a conta com os funcionários de alto escalão. Rachid cobrou do restaurante a nota fiscal.

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