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Em livro, ADVB traça painel de personagens da economia

Entre os executivos eempresários premiados pela entidade desde1962, há histórias desucesso e de falências

O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2015 | 02h02

Personagens e empresas importantes da economia brasileira dos últimos 50 anos estão reunidos no livro Empresários Brasileiros, editado pela L2M Comunicação e pela Associação Brasileira dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), que já está disponível nas livrarias. Na lista dos premiados desde 1962, há casos de sucesso - Abilio Diniz, então no Grupo Pão de Açúcar, foi o profissional de vendas de 1971, por exemplo - e também ícones brasileiros que acabaram ficando pelo caminho, indo à falência ou sendo vendidos a grupos internacionais.

Escrito por Latif Abrão Jr., presidente da ADVB, e pelo jornalista Marcos Barrero, Empresários Brasileiros resgatou a trajetória dos executivos e empresários premiados e fez questão também de contar o que aconteceu após o reconhecimento.

Barrero lembra que a ADVB se dedica a premiar as companhias que mais se destacaram em um determinado ano no setor de marketing. É por isso, segundo ele, que José Eduardo de Andrade Vieira, do finado banco Bamerindus - que acabou vendido ao HSBC em 1997, depois de entrar em crise -, foi a personalidade escolhida em 1989, justamente no auge da instituição. "Eles eram gênios da publicidade, vendedores excepcionais", afirma Barrero. "O problema era que a operação não acompanhava (o marketing)."

Outras empresas que não existem mais, como a gaúcha Fogões Wallig (1969). a companhia aérea Varig (1972 e 1981) e a editora carioca Bloch Editores (1976), também estiveram entre os destaques da ADVB. No caso de Adolpho Bloch, o livro chega a narrar um episódio em que, atolado em dívidas principalmente por causa do projeto da TV Manchete, o empresário foi pedir ajuda pessoalmente ao então presidente Fernando Collor de Mello - só para receber um sonoro 'não' como resposta.

"Optamos por colocar o desfecho de todos os premiados para que o livro tenha uma serventia histórica por meio desses personagens", disse Abrão Jr. ao Estado. Para ele, esses empresários e executivos sentiram na pele as dificuldades da economia brasileira nas últimas cinco décadas.

Conforme lembra o prefácio escrito por Flávio Corrêa, as empresas que ainda permanecem fortes no mercado tiveram de enfrentar um sem-número de planos econômicos - foram sete só nos governos Sarney e Collor, entre 1986 e 1992 -, a hiperinflação e uma série de troca de moedas (cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real e real, que vigora desde 1994).

Entre as companhias que ainda estão em operação e foram premiadas desde 1962 estão incluídas, além do Grupo Pão de Açúcar, Casas Bahia, Amil, Grupo Gerdau Vale, Claro, Kia Motors, Avon Brasil, Nestlé Brasil, Duratex e Rede Globo.

Concentração. Quase a totalidade dos empresários premiados está concentrada na região Sudeste, disse Barrero, refletindo a tendência de concentração econômica que só começou a se reverter na última década.

Apenas um grupo nordestino está incluído no rol de premiados - a varejista pernambucana Bompreço, representada em 1985 pelo então proprietário João Carlos Paes Mendonça. A companhia foi comprada pela gigante americana Walmart em 2004. / F.S.

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