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Em maio e junho, Tesouro recomprou R$ 3,1 bi em títulos

No primeiro semestre, o total recomprado foi de R$ 7 bilhões em valor de face e de R$ 9,3 bilhões em volume financeiro

Fabio Graner, Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

26 de julho de 2007 | 16h38

O Tesouro Nacional recomprou em maio e em junho R$ 3,1 bilhões em títulos da dívida externa. Esse valor se refere ao volume financeiro desembolsado pela instituição nas operações. Pelo valor de face (valor do papel no mercado no momento da negociação) dos títulos, as recompras somaram R$ 2,2 bilhões no período. O destaque foi o Global 2027 que teve recompra de R$ 735,4 milhões, pelo valor de face, (R$ 1,1 bilhão pelo resultado financeiro).   No primeiro semestre, o total recomprado foi de R$ 7 bilhões em valor de face e de R$ 9,3 bilhões em volume financeiro. De acordo com o Tesouro, as recompras efetuadas nos seis primeiros meses do ano levaram a uma redução no fluxo de pagamentos de juros da dívida externa até 2040 de R$ 12,5 bilhões (US$ 6,5 bilhões).   Em junho, a dívida do Brasil chegou a R$ 1,325 trilhão em junho. Este total é a soma da dívida externa do País mais a dívida mobiliária interna (em títulos públicos). Em relação a maio, ela cresceu 2% (R$ 26,05 bilhões).   Tomando por base apenas a dívida externa, o crescimento foi de 0,84% ante maio, atingindo R$ 126,44 bilhões (US$ 65,6 bilhões). Desse crescimento, R$ 713 milhões foram de apropriação de juros. Do total da dívida externa, R$ 100,1 bilhões são em títulos e R$ 26,4 bilhões são em dívida contratual.   O restante é referente à dívida mobiliária interna. O custo anual desta parcela da dívida caiu para 13,66% nos 12 últimos meses, até junho, segundo dados do Tesouro Nacional. Em maio, o custo acumulado em 12 meses estava em 13,76% ao ano.   A nota técnica do Tesouro informa que a queda ocorreu em virtude de menor variação da taxa Selic (0,90%, em junho de 2007, ante 1,18% no em junho de 2006) e da menor variação dos índices de preços IGP-M (0,26% em junho, ante 0,75% em junho de 2006).   Melhora do perfil   O Tesouro conseguiu reduzir a parcela de títulos da dívida pública mobiliária interna, com vencimento nos próximos 12 meses, de: 32,81% do volume total de papéis em junho, contra 33,80% em maio. Segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF) do Tesouro Nacional, para 2007, os títulos a vencer em 12 meses devem ficar entre 23% e 33%.   A diminuição ocorrida em junho, segundo o Tesouro Nacional, foi em função do vencimento em títulos de R$ 30,1 bilhões e dos leilões de compra e troca, que geraram uma queda de R$ 9,5 bilhões no estoque dos títulos a vencer nos próximos 12 meses.   Já o prazo médio da dívida pública mobiliária federal interna subiu de 33,28 meses, em maio, para 34,43 meses, em junho. O PAF estabelece uma banda de 32 a 36 meses. Em dezembro de 2006 o prazo médio da dívida era de 31,06 meses. Segundo o Tesouro, contribuíram para o aumento do prazo médio o resgate de títulos (LFT), no valor de R$ 25,7 bilhões.

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