Paulo Liebert/Estadão
Paulo Liebert/Estadão

Em maio, inflação pesa mais sobre os mais pobres

Enquanto para as famílias com menor poder aquisitivo a alta foi de 0,41% em relação ao mês anterior, na parcela de maior renda, a elevação foi de 0,38%

Renata Batista, O Estado de S.Paulo

11 Junho 2018 | 12h25

A piora no comportamento dos preços de energia e alimentos fez com que, em maio, a pressão inflacionária sobre as classes mais baixas da população fosse maior do que sobre a parcela mais rica, diferentemente do que vinha acontecendo nos últimos meses.

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Enquanto para as famílias com menor poder aquisitivo a alta foi de 0,41% em relação ao mês anterior, na parcela de maior renda, a elevação foi de 0,38%. No período, o IPCA registrou alta de 0,40%.

Apesar da aceleração na margem, em 12 meses, a inflação para as classes mais baixas foi menor do que no mesmo mês do ano passado. Além disso, no acumulado de 12 meses, ainda é 2,2 vezes menor que a das classes mais altas.

Apenas as faixas de renda média-alta e alta registraram inflação maior em maio de 2018 do que em maio de 2017. A elevação do preço dos combustíveis pressionou os custos de transportes das famílias mais ricas, que subiu 0,13% na comparação com abril. Nas faixas de renda mais baixa, os gastos com transporte subiram apenas 0,04% e o grupo que mais pressionou a inflação foi habitação, com aumento de 0,18%. 

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