Em mais um dia de temor, bolsas européias operam em baixa

FTSE-100 de Londres perdia -2,44% na abertura; Bolsas do Golfo Pérsico também abrem com resultados negativos

Agências internacionais,

16 Outubro 2008 | 06h14

O crescente temor de uma recessão mundial causou a queda nas Bolsas européias na abertura do pregão desta quinta-feira pelo segundo dia consecutivo, assim como a baixa recorde do mercado japonês. As grandes perdas acontecem um dia após Wall Street desabar 7,87%, a segunda maior em pontos da história do índice e a maior queda porcentual desde 1987. O SP-500 caiu 9,04% e o Nasdaq recuava 8,47%.   Veja também: BCE emprestará ao BC da Hungria até 5 bilhões de euros Bolsa de Tóquio cai 11,41% e fecha no menor valor em 21 anos Fed não descansará enquanto não resolver crise, diz Bernanke Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise    O índice geral SMI (Swiss Market Index) da Bolsa de Valores de Zurique abriu em baixa de 242,46 pontos (-4,10%), aos 5.668,71. Em Madri, o índice Ibex-35 caía 416 pontos (-4,29%), aos 9.299, enquanto o Índice Geral de Madri caiu -4,18%, para 1.000 pontos.   O índice principal da Bolsa de Valores de Londres, o FTSE-100, abriu em baixa de 99,6 pontos (-2,44%), aos 3.980. Pouco tempo depois, já amargava uma queda de 5,86%, após fechar em -7% na quarta-feira.   En Frankfurt, principal Bolsa da zona do euro, o DAX retrocedia -5,19%, enquanto o CAC la Bolsa de Paris caía -5,81%.   As perdas eram chegavam a -6,10% em Milão, -6,41% em Amsterdã e -5,14% em Oslo.   Na Rússia, o indicador de MICEX caiu -8,4%, até 630,84 pontos, obrigando a bolsa a interromper por uma hora as operações. Na RTS, o indicador baixou -0,18%, até 787,54 pontos.   A piora no mercado aconteceu após as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, na quarta-feira. Destacando as ameaças ao crescimento econômico, Bernanke alertou que os mercados de crédito levarão tempo para descongelar e acrescentou que, mesmo se os mercados financeiros se estabilizarem, a economia não irá se recuperar logo em seguida. O Livro Bege do Fed também mostrou que a atividade econômica e o mercado de empregos sofreram um enfraquecimento em todos os 12 distritos do Federal Reserve em setembro.

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