DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Em meio à crise política, governo usa concessões em infraestrutura como agenda positiva

O presidente Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter para divulgar a realização de 23 leilões; concessões foram formatadas no governo de Michel Temer

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2019 | 18h55

BRASÍLIA - Em meio às dificuldades para aprovar a reforma da Previdência e à crise política que tomou conta do Palácio do Planalto, o governo alardeia as concessões em infraestrutura para criar agenda positiva. Nesta sexta-feira, 15, o presidente Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter para informar que, ao final de seus primeiros 100 dias à frente do governo, terá realizado 23 leilões de concessão. Foi um retuíte da informação, originalmente publicada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Nessa conta, estão 12 aeroportos que serão leiloados no dia 15 de março, dez terminais portuários dos quais quatro que serão oferecidos ao mercado no dia 22 e, no dia 28, a subconcessão de um trecho da Ferrovia Norte-sul. Na quarta-feira, Bolsonaro havia tuitado sobre o leilão dos portos.

Todas essas concessões foram formatadas no governo de Michel Temer (2016-2018). Como se trata de um processo demorado, só agora eles estão chegando a sua fase final. A importância da continuidade dessas concessões foi discutida durante a transição. Bolsonaro manteve à frente desses projetos a dupla que já atuava na administração anterior: Tarcísio e o secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Adalberto Vasconcelos.


É também o caso da concessão da Rodovia de Integração do Sul (RIS), cujo contrato foi assinado no dia 11 de janeiro passado. Ontem, essa concessão entrou oficialmente em operação, o que foi registrado por Tarcísio pelo Twitter. Ele informa que RIS, formada por trechos de várias rodovias federais no Rio Grande do Sul que somam 470 km, receberão investimentos de R$ 7,8 bilhões. No leilão, realizado no dia 1 de novembro passado, o consórcio vencedor aceitou cobrar uma tarifa 40% inferior à projetada pelo governo.

“Teremos o início imediato de recuperação e manutenção, com a previsão de duplicar 225 quilômetros da BR-386, uma rodovia importante para o agronegócio do Rio Grande do Sul”, ressaltou o ministro.

Na sexta, a pasta da Infraestrutura anunciou ainda que a companhia aérea low cost Flybondi, da Argentina, foi autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a operar no Brasil. Com isso, já são quatro as companhias low cost que vieram para o País. A Sky Airlines, do Chile, já está até operando. Autorizadas, mas não operando, estão a Norwegian (que é norueguesa, mas vai operar uma linha para Londres) e a Avian, subsidiária da Avianca.

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