Franck Robichon/EFE/EPA
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Em meio a dados econômicos e tensão EUA-China, mercados internacionais fecham em queda

Novamente, o presidente Donald Trump foi às redes sociais para culpar a China pela crise do coronavírus; a expectativa agora é se os chineses vão endurecer o discurso contra Washington

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2020 | 07h00
Atualizado 21 de maio de 2020 | 21h34

As Bolsas da Ásia, Europa e Nova York fecharam em baixa nesta quinta-feira, 21, com investidores atentos ao noticiário sobre o coronavírusindicadores ecônomicos negativos e ainda receosos com uma nova escalada das tensões entre Estados Unidos e China

O apetite por risco é limitado nesta quinta, após repetidas críticas do presidente americano, Donald Trump, pela forma como Pequim tem lidado com o coronavírus. Na quarta-feira, 20, Trump voltou a culpar os chineses pela pandemia. "Foi a incompetência da China, e nada mais, que causou esse massacre em todo o mundo", afirmou o presidente em sua conta oficial no Twitter.

Embora vários países estejam gradualmente revertendo medidas de quarentena motivadas pela covid-19, a doença continua se alastrando pelo mundo. O número global de casos de infecção por coronavírus ultrapassou a marca de 5 milhões e o total de mortes se aproxima de 330 mil, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. 

Bolsas da Ásia

Na China, as expectativas são grandes para a reunião legislativa anual do País, que começará nesta sexta-feira, 22, e durante a qual o país poderá estabelecer metas de desempenho econômico e sinalizar mais medidas de estímulos numa tentativa de superar a crise provocada pela covid-19. Também pode entrar na pauta, formas mais 'duras' de rebater as insinuações vindas de Washington.

Porém, o receio de que os americanos possam aplicar novas restrições aos chineses, derrubou as Bolsas da Ásia. O Nikkei caiu 0,21% em Tóquioenquanto na China continental, o Xangai Composto recuou 0,55% e o Shenzhen Composto teve queda de 0,95%. Em outras partes da Ásia, o Hang Seng caiu 0,49% em Hong Kong, mas o Kospi subiu 0,44% em Seul e o Taiex registrou alta de 0,92% em Taiwan. 

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho, e o S&P/ASX 200 recuou 0,41% em Sydney, a 5.550,40 pontos. Relatos da mídia local de que a China poderá impor inspeções alfandegárias mais rígidas ao minério de ferro da Austrália pesaram nas gigantes do setor, como BHP, Rio Tinto e Fortescue, cujas ações caíram entre 0,6% e 2,2%.

Bolsas da Europa 

Na Europa, o índice de gerente de compras (PMI composto) do Reino Unido subiu de 13,8 em abril a 28,9, mas ainda abaixo da previsão de 33,0 dos analistas. Já o PMI composto da zona do euro subiu da mínima recorde de 13,6 em abril a 30,5 na preliminar de maio. No entanto, as tensões entre as duas maiores potências da atualidade pesou no velho continente e o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,75%.

Contudo, o medo frente novas restrições aos chineses também afetou as Bolsas da Europa. Em Londres, o FTSE 100 registrou baixa de 0,86% e em Frankfurt, o DAX caiu 1,41%. Na Bolsa de Paris, o CAC 40 registrou queda de 1,15% e em Milão, o FTSE MIB recuou 0,73%. Já o PSI 20 da Bolsa de Lisboa caiu 0,20%. O IBEX 35 da Bolsa de Madri foi o único a ir na contramão e fechou com alta de 0,04%.

Bolsas de Nova York

O mercado americano sentiu nesta quinta, o peso da declaração do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell. Em evento virtual, ele destacou a incerteza sobre o futuro, com os problemas gerados pela desaceleração atual, que classificou como sendo "sem precedentes".

E as Bolsas de Nova York ainda ecoaram a fala de John Williams, presidente distrital de NY do Fed, que previu "alguns meses de dificuldade pela frente". Nesse cenário, o Dow Jones recuou 0,41%, o Nasdaq caiu 0,97% e o S&P 500 teve queda de 0,78%.

A tensão no mercado americano também afetou os Treasuries. No fim da tarde em NY, o juro da T-note de 2 anos subia a 0,165%, o da T-note de 10 anos recuava a 0,679% e o do T-bond de 30 anos tinha queda a 1,403%.

Petróleo 

commodity foi beneficiada nesta quinta pela abertura gradual da economia da China, uma das maiores consumidoras de petróleo do mundo. Além disso, também favoreceu o ativo, o novo relatório do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos, que aponta uma diminuição de 4,982 milhões de barris no estoque americano, apenas na semana passada. 

Nesse cenário, o WTI para julho, referência no mercado americano, fechou em alta de 1,28%, a US$ 33,92 o barril. Já o Brent para o mesmo mês, referência no mercado americano, avançou 0,87%, a US$ 36,06 o barril./SÉRGIO CALDAS, ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, KARLA SPOTORNO, MARCELA GUIMARÃES, GABRIEL BUENO DA COSTA E MAIARA SANTIAGO

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