Lee Jin-man/AP Photo
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Em meio a dados econômicos, mercados internacionais têm manhã instável

Na China, a Bolsa de Xangai encerrou com baixa de 0,06%, em 3.217,53 pontos, em sua terceira queda consecutiva

Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2020 | 07h30

As Bolsas da Ásia não tiveram sinal único nesta segunda-feira, 28. A Bolsa de Tóquio exibiu ganhos, enquanto Xangai encerrou em baixa modesta, antes do feriado prolongado que começa na quinta-feira na China

O índice Nikkei fechou em alta de 1,32%, em 23.511,62 pontos no Japão. Ações ligadas ao comércio eletrônico e à produção de eletrônicos puxaram os ganhos, com Z Holdings avançando 5,0% e Canon, 4,5%. Já ANA Holdings caiu 5,1%, após relatos sobre uma possível nova emissão de ações. Investidores continuam atentos a eventuais novidades na política econômica e regulatória do governo do novo premiê, Yoshihide Suga.

Na China, a Bolsa de Xangai encerrou com baixa de 0,06%, em 3.217,53 pontos, em sua terceira queda consecutiva. O índice Shenzhen, de menor abrangência, caiu 0,76%, para 2.225,89 pontos. Dados oficiais mostraram que o lucro industrial da China cresceu 19,1% em agosto, na comparação anual. Investidores também se posicionam antes do feriado prolongado no país, que começa na quinta-feira e deixará mercados fechados por vários dias.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em alta de 1,04%, em 23.476,05 pontos. Ações dos setores bancário e de tecnologia impulsionaram os ganhos. Bank of Communications subiu 4,4% e Hang Seng Bank, 3,9%. Xiaomi teve ganho de 2,4% e Alibaba Group, de 2,1%.

O índice Kospi avançou 1,29% na Bolsa de Seul, a 2.308,08 pontos. O mercado da Coreia do Sul foi auxiliado por um sentimento melhor em relação à covid-19, após o número de novos casos da doença no país recuar a 50, no menor nível em mais de um mês. Ações de companhias do setor de automóveis, varejo e tecnologia puxaram os ganhos. Em Taiwan, o índice Taiex subiu 1,88%, para 12.462,76 pontos.

Na Oceania, o índice S&P/ASX 200 fechou em baixa de 0,21%, a 5.952,30 pontos, na Bolsa de Sydney. Ações do setor de viagens subiram, com a notícia de progressos para a permissão de uma "bolha de viagens" entre a Nova Zelândia e alguns Estados da Austrália. Webjet subiu 6,6% e Qantas, 6,4%. Ações de tecnologia também subiram, mas os bancos recuaram. 

Bolsas da Europa 

As Bolsas europeias operam com ganhos, em alguns casos superiores a 1%, no início dos negócios desta semana, após uma semana passada de perdas consideráveis, quando o temor com a disseminação da covid-19 na região pesou. Embora o assunto continue no radar, há recuperação parcial no início do dia de hoje, também após a China informar que seu lucro industrial cresceu 19,1% em agosto, na comparação anual, ainda em ritmo forte, embora um pouco menos do que em julho, quando a alta anual havia sido de 19,6%. Às 4h13, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 1,43%, Frankfurt avançava 1,88% e Paris, 1,42%. Milão operava em alta de 1,40%, Madri subia 1,14% e Lisboa, 0,93%. 

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo operam com quedas de quase 1%, nesta madrugada. Investidores continuam a monitorar a demanda modesta, diante da pandemia da covid-19 e seus efeitos na atividade. Segundo o ING, influencia o fato de que, no fim de semana, o governo da Rússia projetou que a retomada da demanda seja lenta e gradual. Além disso, o banco cita em relatório a notícia de que a Líbia aumenta sua produção, ao voltar a operar algumas instalações e portos que atuam com a commodity. Às 4h28 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro caía 0,94%, a US$ 39,87 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro recuava 0,83%, a US$ 42,06 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). 

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