Vincent Yu/AP Photo
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Mercados internacionais fecham com alta, em meio a dados econômicos positivos

Dados oficiais publicados durante a madrugada mostraram que a produção industrial chinesa teve expansão anual de 5,6% em agosto; na Europa, Alemanha teve desempenho acima do esperado em índice de expectativas

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2020 | 07h05
Atualizado 15 de setembro de 2020 | 19h14

Os mercados internacionais fecharam praticamente em alta generalizada nesta terça-feira, 15, após indicadores chineses melhores do que o esperado mostrarem que a segunda maior economia do mundo continua se recuperando do impacto da pandemia de coronavírus. Na Europa, um dado positivo também fortaleceu as bolsas locais, enquanto que em Nova York, os investidores já ficam à espera da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Dados oficiais publicados durante a madrugada mostraram que a produção industrial chinesa teve expansão anual de 5,6% em agosto, maior do que acréscimo de 4,8% visto em julho e acima das expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta de 5,2%. Além disso, as vendas no varejo da China tiveram o primeiro resultado positivo deste ano no mês passado, com avanço de 0,5% em relação a agosto de 2019. Neste caso, o consenso dos economistas era de aumento de 0,1%.

Já no setor imobiliário, as vendas de moradias na China tiveram expansão anual de 4,1% entre janeiro e agosto, mostrando forte aceleração ante o ganho de 0,4% acumulado até julho. Os investimentos em ativos fixos, por sua vez, diminuíram 0,3% nos primeiros oito meses de 2020 ante igual período do ano passado, vindo em linha com o esperado. 

Bolsas da Ásia 

Após os resultados, os chineses Xangai Composto Shenzhen Composto subiram 0,51% e 0,74% cada, enquanto o Hang Seng se valorizou 0,38% em Hong Kong. Já o sul-coreano Kospi avançou 0,65% e o Taiex registrou alta de 0,45% em Taiwan, mas o japonês Nikkei caiu 0,44% com o fraco desempenho de ações de siderúrgicas e do setor de eletrônicos

Na Oceania, a Bolsa australiana encerrou a sessão em baixa marginal, após o BC da Austrália (RBA) sinalizar em ata que não terá pressa de relaxar ainda mais sua política monetária já bastante acomodatícia. O S&P/ASX recuou 0,08% em Sydney.

Bolsas da Europa 

O resultado positivo da economia chinesa apoiou a alta das bolsas da Europa, mas o cenário local também favoreceu os negócios. Nesta terça, na Alemanha, o índice de expectativas econômicas subiu de 71,5 pontos em agosto para 77,4 em setembro, de acordo com o instituto ZEW, surpreendo projeção de queda a 70 pontos. 

Com o resultado, apenas a bolsa de Lisboa encerrou com queda de 0,04%. Hoje, o Stoxx 600 fechou com alta de 0,66%, enquanto a bolsa de Frankfurt subiu 0,18%, a de Londres ganhou 1,32% e a de Paris avançou 0,32%. Madri e Milão tiveram ganhos de 1,22% e 0,82% cada.

Bolsas de Nova York

Os índices de Nova York fecharam em alta, apesar de terem perdido o fôlego no final do pregão, após a modesta reação do mercado aos produtos apresentados pela Apple - as ações da companhia chegaram a operar em forte alta, mas encerraram com leve alta de 0,16%. Por lá, Dow Jones fechou estável, com ganho de 0,01% e o S&P 500 teve alta de 0,52%, enquanto o Nasdaq avançou a 1,21%. 

A falta de apetite por riscos acontece em meio à decisão do Fed sobre a política monetária americana. No anúncio desta quarta-feira, a instituição deve manter os juros, mas há expectativa por mais informações sobre a mudança na meta de inflação, que se tornará mais flexível, e alguns analistas acreditam que o Fed pode alterar a composição do programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) para comprar mais Treasuries (títulos da dívida pública dos EUA) de longo prazo. Outros especialistas acham que isso deve ocorrer apenas em novembro ou dezembro.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo fecharam com ganhos hoje, apesar de uma previsão negativa para a commodity - hoje, a Agência Internacional de Energia (AIE), disse que a demanda pelo óleo deve cair para apenas 8,4 milhões de barris por dia. No entanto, os dados favoráveis vindos da China e da Europa tiveram maior importância. 

Com isso, o WTI para outubro terminou em alta de 2,74%, a US$ 38,28 o barril, enquanto o Brent para novembro subiu 2,32%, a US$ 40,53 o barril. Quem também apoiou o movimento de alta do ativo foi o furacão Sally. Sua passagem pelo Golfo do México, região importante para a produção do óleo, causou a paralisação de 20% das plataformas de petróleo da região./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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