André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Em meio a negociações, relator da reforma da Previdência faz viagem de 9 dias à Europa

Um dos principais articuladores das novas regras da aposentadoria, o deputado Arthur Oliveira Maia embarca nesta sexta em missão oficial para a Alemanha, onde participará da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 23)

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2017 | 17h27

BRASÍLIA – Em meio às negociações políticas para votação de um novo texto da reforma da Previdência, o relator da proposta na Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), passará nove dias na Europa. O parlamentar baiano, que é um dos principais articuladores da mudança das regras da aposentadoria, embarca nesta sexta-feira, 10, em missão oficial para a Alemanha, onde, segundo sua assessoria, participará da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 23).

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Oliveira Maia já anunciou nessa quinta-feira, 9, alguns pontos do novo texto da reforma, que será votado diretamente no plenário da Câmara. O texto, ainda não apresentado oficialmente, deverá contemplar apenas a elevação da idade mínima de aposentadoria para 65 anos, no caso dos homens, e 62 anos, para mulheres, uma regra de transição e mudança nas regras de aposentadoria de servidores públicos. Hoje, os benefícios previdenciários de trabalhadores da iniciativa privada obedecem ao teto do INSS (atualmente em R$ 5.531,31), enquanto funcionários públicos podem receber aposentadoria no valor de até R$ 33,7 mil.

De acordo com o relator, nesta semana em que estará fora do País, caberá ao governo articular politicamente a aprovação do novo texto. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem defendido que o presidente Michel Temer chame os líderes partidários individualmente, para resolver as demandas de cada partido da base aliada em relação à possível reforma ministerial que fará.

Em reunião na casa de Rodrigo Maia na última quinta-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, apresentou números sobre o déficit da Previdência Social e a desigualdade do sistema atual – o que será o foco da campanha de convencimento do governo para conseguir apoio da população.

 

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