Alessandro Pozzada
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Em meio ao desabastecimento, município gaúcho confisca gasolina

Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, decretou calamidade

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2018 | 04h00

A prefeitura do pequeno município de Santa Vitória do Palmar, no interior do Rio Grande do Sul, declarou estado de calamidade pública por causa dos reflexos da greve dos caminhoneiros. Todo combustível disponível foi declarado de utilidade pública para fins de desapropriação. Ou seja, quem tiver gasolina ou diesel sobrando deverá entregar à administração pública. Mas quase ninguém tem combustível na cidade, que fica a 240 quilômetros (km) de Rio Grande e a 260 km de Pelotas.

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A situação só não está pior porque nesta quinta-feira, 24, um produtor rural cedeu 400 litros para a prefeitura, que na anteontem só tinha 200 litros. “Toda semana recebemos 10 mil litros de combustível. Esta semana não recebemos nenhum”, afirma o prefeito de Santa Vitória do Palmar, Wellington Bacelo.

Com o baixo estoque, a prefeitura foi obrigada a suspender o transporte coletivo e as aulas. A cidade, de 31 mil habitantes, é a quarta maior em extensão no Estado. Tem 24 escolas espalhadas pela zona rural e urbana e 15 linhas escolares. “São 800 km de estradas no município. Vários alunos dependem do transporte para chegar às escolas, assim como médicos e enfermeiras, aos postos de saúde”, diz o prefeito.

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Todos os dias veículos da prefeitura levam e trazem pacientes para tratamento ou consultas médicas em Rio Grande. Mas até esse serviço está suspenso. Consultas e exames foram cancelados. Apenas alguns casos de tratamentos graves estão mantidos, conta o prefeito. Outro problema tem sido verificado nas fazendas. “Eles não conseguem enviar o leite para as cooperativas porque estão sem combustível. Vão perder tudo.” 

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