Tulio Max Rodovalho
Tulio Max Rodovalho

Em Mineiros (GO), caminhoneiros e população impedem posto de abastecer carros

O posto havia limitado em R$ 20 a venda para o abastecimento de motos e em R$ 50, para carros, mas, mesmo assim, foi impedido de continuar vendendo

André Borges, O Estado de S.Paulo

30 Maio 2018 | 16h25

Na cidade de Mineiros, município na região sudoeste de Goiás, onde está concentrada boa parte da produção de aves da região Centro-Oeste do País, a população local se juntou a caminhoneiros para impedir que um posto da cidade, da BR Distribuidora, retomasse a venda de combustível.

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A cidade está completamente sem combustível. Edmar Rego Silva, dono de uma transportadora em Mineiros, estava no local. Ele conta que participava da mobilização dos caminhoneiros na cidade, quando estes concordaram em liberar a passagem de uma carreta com dois tanques de combustível. A carreta tinha sido solicitada pelo dono do posto, sob a justificativa de que o combustível seria usado exclusivamente no abastecimento de serviços essenciais de segurança e saúde.

“Isso realmente foi feito isso. O problema veio depois, quando os caminhoneiros souberam que dono do posto também tinha resolvido liberar 4 mil litros de de gasolina e 5 mil de etanol para toda a população. Quando ele fez isso, fizeram uma fila de nove quadras de veículos para abastecer. Os caminheiros passaram por lá e ficaram revoltados. Por isso foram ao posto para pedir a paralisação”, disse.

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Por volta das 18 horas, os caminhoneiros chegaram ao posto para pedir que o dono paralisasse a venda de combustível. Nesse momento, parte dos moradores que estavam ali se juntou ao movimento, levando o dono do posto a interromper a venda do combustível.

 

 

O posto havia limitado em R$ 20 a venda para o abastecimento de motos e em R$ 50, para carros. “A manifestação foi grande. Então, o dono do posto parou de vender e informou que só vai liberar as bombas depois do fim da greve”, disse Edmar.

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Dono de uma frota de 18 caminhões, o empresário transporta itens industrializados na região de Mineiros e Jataí, em Goiás. Desde o início da paralisação, afirma que já teve prejuízo de R$ 250 mil.

Edmar conta que pediu a alguns motoristas que voltassem ao trabalho. Ele conseguiu mobilizar um caminhão com carga em Mineiros, mas quando este chegou em Jataí, foi impedido de descarregar.

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“O que o governo propõe não atende ainda o setor. Precisa reduzir ainda mais essa carga tributária. Mas acho que podemos fazer essa mobilização agora de outra forma, para que não prejudique tanto a população”, comentou.

A reportagem não conseguiu localizar o dono do posto.

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