Em movimento de recuperação, Bovespa fecha em alta de 0,78%

Ações da mineradora Vale foram o destaque positivo da sessão; desempenho foi influenciado por indicadores econômicos da China

Clarissa Mangueira, Agência Estado

02 de junho de 2014 | 17h09

A Bovespa fechou em alta consistente nesta segunda-feira, 2, impulsionada por um movimento de recuperação após ter fechado em baixa o mês de maio. As ações da Vale foram o destaque positivo da sessão, depois indicadores econômicos da China anunciados no fim de semana aliviarem os temores sobre uma desaceleração econômica no maior consumidor de commodities do mundo.

No fim da sessão, o Ibovespa subiu 0,72%, para 51.605,83 pontos. O giro de negócios somou R$ 4,991 bilhões. Na máxima, a Bolsa atingiu 51.879 pontos (+1,25%) e na mínima, 51.239 pontos (estável). No ano, a Bolsa acumula alta de 0,19%.

A Federação de Logística e Compra da China divulgou no fim de semana que o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial subiu para 50,8 em maio, de 50,4 em abril, superando a previsão de alta para 50,6.

O indicador impulsionou os papéis da Vale, que fecharam com alta de 2,61% (ON) e 2,11% (PNA).

A Bolsa conseguiu sustentar os ganhos mesmo com o vaivém das bolsas em Nova York devido a problemas com a divulgação de um indicador econômicos dos EUA. O Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) tinha informado, primeiramente, que o índice de atividade industrial caiu para 53,2 em maio, de 54,9 em abril. Depois, o órgão retificou a informação, de 54,9 em abril para alta de 56,0 em maio, o que provocou a migração das bolsas norte-americanas para o campo positivo. O ISM justificou que um erro de software provocou a utilização de ajustes sazonais de abril aos dados brutos de maio, conforme antecipado por dois economistas no Twitter. Posteriormente, o ISM fez uma segunda correção, informando que o dado ficou, na verdade, em 55,4.

A queda das ações da Petrobrás limitou um pouco os ganhos da Bolsa brasileira. Os papéis da estatal foram pressionados pelo dado de produção de abril, que decepcionou o mercado e ficou abaixo do esperado por analistas. A produção atingiu a média de 1,933 milhão de barris/dia em abril no Brasil, superando em 0,4% a produção de março. Incluindo-se a parcela operada pela Petrobrás para seus parceiros no Brasil, foi de 2,034 milhões de barris por dia, aumento de 0,4 % na comparação com o mês anterior. No fim da sessão, Petrobrás ON caiu 0,51% e Petrobrás PN perdeu 0,54%.

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