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'Em nenhum momento perdi a esperança', diz dona da Daslu

Eliana Tranchesi divulga carta após deixar penitenciária na sexta-feira; ela foi condenada a 94 anos de prisão

Elvis Pereira, estadao.com.br

28 de março de 2009 | 11h48

"Em nenhum momento perdi a esperança e deixei de acreditar na Justiça brasileira". A afirmação foi feita pela empresária Eliana Tranchesi, em uma carta divulgada neste sábado, 28. A dona da Daslu deixou a Penitenciária Feminina da Capital, no Carandiru, na zona norte de São Paulo, pouco antes das 20 horas de sexta-feira, 27. A ordem para soltá-la partiu do desembargador Luiz Stefanini, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, e do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Og Fernandes também revogou a prisão irmão de Eliana, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, e de Celso de Lima, dono da importadora Multimport, que estavam no Centro de Detenção Provisória (CDP) III de Pinheiros, na zona oeste. Eliana escreveu a carta já em sua casa, no Morumbi. "Sinto que poderei retomar minha vida e tentar, na medida do possível, voltar ao normal. É uma boa sensação, que partilho com meus filhos,minha família, meus amigos e equipe Daslu", afirmou.

 

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Presa na quinta, 26, pela Polícia Federal após a Justiça condená-la a 94 anos e 6 meses de prisão por crime de sonegação fiscal e contrabando, Eliana ressaltou que a Daslu é uma referência de moda, reconhecida internacionalmente. "Não é pouca coisa e exige muito trabalho e dedicação. Gera muitos empregos diretos e indiretos. Mas quero fazer mais". Ela explicou que conversará com a imprensa assim que se "recuperar deste trauma" e for liberada pelos médicos.

 

Veja a carta na íntegra:

 

"A Justiça acaba de me conceder habeas corpus. Saibam que em nenhum momento perdi a esperança e deixei de acreditar na Justiça brasileira. Sinto que poderei retomar minha vida e tentar, na medida do possível, voltar ao normal. É uma boa sensação, que partilho com meus filhos,minha família, meus amigos e equipe Daslu. Na Daslu o clima é de solidariedade.

 

Meu agradecimento a todos pelas mensagens de carinho e orações. Essa rede alcança todos os que se veem em situações difíceis. A Daslu é uma família. Seu valor maior é o respeito ao outro, a sua integridade e a sua humanidade. Meus agradecimentos se estendem à imprensa e a todos os jornalistas que me procuraram para escrever suas reportagens e dar espaço para que eu manifestasse minha posição. Incluo também os clientes e os amigos, que incentivaram correntes de apoio.

 

Fiquei emocionada também ao saber que a comunidade Coliseu se manifestou ao demonstrar seu apoio a mim, pessoalmente. Nosso trabalho na Coliseu começou quando nos mudamos para a Vila Olímpia. Posso assegurar que a Daslu foi a primeira empresa das imediações a se perguntar o que poderia fazer por aquela comunidade.

 

A Daslu é uma referência de moda, reconhecida internacionalmente. Não é pouca coisa e exige muito trabalho e dedicação. Gera muitos empregos diretos e indiretos. Mas quero fazer mais. Cresceremos mais, com a garra e a dedicação de toda uma enorme rede de pessoas que gostam da loja: colaboradores; clientes; gente do mundo da moda, no Brasil e no exterior; gente que nem conheço, mas a quem agradeço por suas orações e pelo pensamento positivo durante todo esse tempo.

 

Assim que eu me recuperar deste trauma e for liberada pelos médicos, voltarei a conversar com vocês. Peço que compreendam meu estado e meu cansaço. Muito obrigada. Eliana Tranchesi."

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