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Em nota, Fundo diz que vai à Justiça defender cotistas

Fairfield Greenwich Group (FGG) é elo entre investidores brasileiros e Bernard Madoff

Mônica Ciarelli e Irany Tereza, O Estadao de S.Paulo

18 de dezembro de 2008 | 00h00

O Fairfield Greenwich Group (FGG) informou ontem que tomará as medidas jurídicas para defender os interesses do grupo e de seus cotistas, vítimas do esquema de fraude de Bernard Madoff. O comunicado esclarece que a instituição não tem agente ou representante no Brasil e que apenas dispõe de um consultor de negócios. Segundo o FGG, ainda não é possível contabilizar a extensão dos danos causados pelo escândalo Madoff. "Os recursos sob gestão do FGG em 1.º de novembro de 2008 somavam cerca de US$ 14 bilhões, dos quais aproximadamente US$ 7,5 bilhões estavam aplicados em fundos da Bernard L. Madoff Investment Securities", informou. Fundado em 1982, o FGG distribui há 16 anos fundos geridos pela gestora de recursos de Madoff.O dono do FGG é o americano Walter Noel, casado com a brasileira Mônica Haegler. No Rio, o empresário freqüenta, há mais de duas décadas, agremiações onde se reúne com a alta sociedade carioca, como o Country Club e o Gavea Golf Clube, onde fazia contatos para intermediação de investimentos. Sua sobrinha, Bianca (filha de Alex Haegler, irmão de Mônica), aparecia até segunda-feira no site do fundo Fairfield, como representante da instituição no Brasil.O perfil predominante dos brasileiros que aplicaram - e perderam - dinheiro em cotas de fundos administrados por Madoff era de clientes em sua maioria pessoas físicas, com pequenas fortunas no exterior, vindas quase integralmente de rendimentos não declarados, e que buscavam investimento com baixa taxa de risco.Segundo um dos próprios investidores, que pediu para não ser identificado, o fundo rendia relativamente pouco, comparado a outros investimentos de maior risco. O que explica a preferência pelo fundo de baixo rendimento era o fato de as aplicações serem de renda não declarada. No Brasil, argumenta a fonte, a maioria dos investidores sequer sabia que o fundo era ligado ao especulador. Muito menos que se tratava de um modelo como o da pirâmide.

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