Em NY, Dilma revela 'extrema preocupação' com crise

Em uma prévia do que deve ser seu discurso hoje, na abertura da 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, a presidente Dilma Rousseff revelou ontem sua "extrema preocupação" com a crise econômica mundial e os efeitos que pode ter nos países em desenvolvimento. A presidente falou para cerca de 300 convidados em um jantar onde recebeu o prêmio de Serviço Público oferecido pelo instituto americano Woodrow Wilson.

LISANDRA PARAGUASSU, ENVIADA ESPECIAL, Agencia Estado

21 de setembro de 2011 | 07h55

"Os países em desenvolvimento aparecem como um fator positivo na economia global, mas também sofrem os efeitos de uma crise nascida da insensatez e da incapacidade política de comandar a economia", afirmou a presidente. Em um discurso de pouco mais de 15 minutos, Dilma afirmou ainda que mesmo os países ainda não contagiados pela crise "não podem ficar em uma situação confortável e passiva, olhando os fatos acontecerem".

A presidente destacou que o Brasil está hoje em uma situação ainda melhor para enfrentar as turbulências econômicas do que em 2008, quando foi um dos primeiros a sair da crise. Dilma garantiu que o País tem mais reservas, um mercado interno ainda maior que três anos atrás e fundamentos econômicos sólidos, mesmo que ainda tenha desafios a enfrentar.

"Um desses desafios é consolidar nosso mercado interno e assegurar que ele garanta não só oportunidades de investimento não só para brasileiros e outros países, mas que um grande mercado interno sirva de âncora para que possamos enfrentar os momentos mais turbulentos dos próximos anos", disse a presidente.

Cerimônia

Muito emocionada, Dilma chegou a chorar durante a apresentação de um vídeo sobre sua carreira, apresentado antes de seu discurso. Com imagens e declarações retiradas de uma das propagandas da sua campanha eleitoral - feita para apresentar a então candidata à Presidência -, editadas com falas do empresário Jorge Gerdau e da atriz Fernanda Montenegro, o material foi preparado para apresentar a premiada à plateia.

Entre os presentes, diversos empresários brasileiros como o próprio Gerdau, o ex-presidente da Vale do Rio Doce Roger Agnelli e o presidente da rede RBS de Comunicação, Nelson Sirotsky, além de sete ministros e da filha, Paula Rousseff.

Ao final do seu discurso, Dilma agradeceu à presidente do instituto, Jane Harman, pelo prêmio e pelo convite para fazer parte de um conselho de mulheres líderes do mundo, o qual confirmou que irá participar.

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