André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Em NY, Temer tenta atrair investidor

Após reunião da ONU, presidente tem reuniões marcadas em bancos como Goldman Sachs e Citigroup

Claudia Trevisan e Altamiro Silva Júnior / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2016 | 21h50

Os ministros que acompanham o presidente Michel Temer na viagem para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York começam hoje uma série de encontros com investidores de Wall Street e empresários para mostrar os projetos de infraestrutura do Brasil. Já estão no país o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, os ministros da Justiça, Alexandre de Moraes, do Meio Ambiente, Sarney Filho, e o de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não está na comitiva que acompanhou o presidente. Ele chega amanhã e participa do almoço que o Temer fará com empresários e investidores para falar do programa de concessões, na quarta-feira.

Já o ministro das Relações Exteriores, José Serra, chegou no sábado e reuniu-se ontem com representantes do Canadá e Mercosul. Para mostrar o programa de concessões, Moreira Franco e outros ministros têm reuniões a partir de hoje com representantes de bancos.

O Citigroup também organiza evento com mais de 30 investidores e gestores de recursos, no hotel onde Temer está hospedado, o elegante Plaza Athénée. Hoje à tarde, Temer participa de entrevista à imprensa e falará sobre o programa de concessões anunciado na semana passada.

Antes do almoço na quarta-feira, Temer e os ministros terão encontro com empresários e presidentes de empresas. Em seguida, ele fará discurso em que deve destacar o ajuste na economia brasileira, principalmente o fiscal, e o programa de concessões. O objetivo do governo é tentar atrair capital externo para projetos no Brasil em áreas como aeroportos, estradas e ferrovias.

Na semana passada, Moreira Franco disse que o objetivo dos encontros é mostrar que o ambiente no Brasil mudou. “Temos a absoluta consciência de que a credibilidade do País, tanto interna quanto externamente, estava muito ruim, a confiança péssima e sobretudo a segurança”. Segundo ele, não havia previsibilidade de como eram as regras e quando as regras mudavam. “Havia intervenção do governo por forças ideológicas equivocadas que agrediam a própria lógica das coisas, como querer fixar uma taxa de retorno e tarifas artificiais.”

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