Em outra semana ruim, Bolsa cai 3,24% e dólar avança 5,7%

Cenário:

CLAUDIA VIOLANTE , O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2011 | 03h06

O otimismo com as vendas no varejo norte-americano durante a Black Friday durou pouco e as bolsas nos EUA e também na Bovespa viraram para o lado negativo à tarde em meio ao rebaixamento dos ratings da Bélgica pela agência Standard & Poor's . Esta notícia não pegou os mercados europeus abertos, por isso, as bolsas da região contabilizaram ganhos, interrompendo uma sequência de seis sessões negativas. A recuperação na Europa sustentou-se em declarações do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, de que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, não é contra os eurobônus, apenas questiona o momento em que eles deveriam ser adotados.

Aqui, a Bovespa teve mais um dia de volatilidade e volume estreito, já que as bolsas em Nova York trabalharam em horário reduzido. O Ibovespa voltou a operar no vermelho - queda de 0,70% -e fechar abaixo dos 55 mil pontos. As blue chips Vale e Petrobrás tiveram perdas acentuadas e ajudaram a pressionar o índice. O giro financeiro somou R$ 4 bilhões. Petrobrás PN caiu 3,05% e liderou as perdas do Ibovespa, seguida pela ON, com -2,65%. Vale ON recuou 2,29% e PNA, 2,13%.

Na semana, o balanço é muito ruim. A Bovespa perdeu 3,24%, na esteira do tombo dos índices acionários norte-americanos e europeus. Em Nova York, o Dow Jones tombou 4,78% e teve o pior desempenho na semana do feriado de Ação de Graças desde 1942. O Nasdaq acumulou queda de 5,09%, enquanto o S&P 500 declinou 4,69%. Na Europa, a Bolsa de Paris cedeu 4,67%, a de Frankfurt recuou 5,30% e a de Londres desvalorizou-se 3,70%.

O dólar e os juros futuros, por sua vez, passaram por realização de lucros, reagindo a declarações, na noite de quinta-feira, do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que a deterioração do cenário externo justificou que o BC adotasse um "ajuste moderado na taxa de juros". A liquidez diminuiu à tarde, mas o dólar seguiu descolado da alta externa da moeda e foi cotado a R$ 1,8850 (-016%) no balcão, Em cinco pregões, acumulou valorização de 5,72% em relação ao real.

Nos juros, voltou a prevalecer a leitura de redução de 0,50 ponto porcentual da taxa básica de juros, a Selic, no Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana. Ao falar, novamente, sobre ajuste moderado das taxas de juros, Tombini realinhou as expectativas do mercado futuro, trazendo a maioria das apostas de volta à possibilidade de corte de 0,50 ponto da Selic.

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