Em Paris, Dilma promete 800 aeroportos regionais

Em evento com investidores, presidente confirma a concessão nos grandes terminais e convida franceses a participar da licitação de ferrovias

ANDREI NETTO , CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2012 | 02h09

A presidente Dilma Rousseff prometeu ontem, no seu segundo dia de visita à França, a construção de 800 aeroportos regionais no Brasil e a concessão dos maiores terminais. "Queremos que as cidades com mais de 100 mil habitantes tenham aeroportos no máximo a 50 ou 60 quilômetros, disse, explicando a uma plateia de grandes investidores a intenção de dispor "de uma aviação regional muito forte". "Os números no Brasil geralmente são muito grandes. Nós pretendemos fazer 800 ou mais aeroportos", ressaltou.

Sobre as concessões de terminais aeroportuários, Dilma assegurou que o modelo adotado nas próximas seleções será similar ao adotado nas concessões dos aeroportos de Viracopos, Guarulhos e Brasília - que têm 51% de participação privada e 49% da Infraero -, mas com maior grau de exigência sobre a experiência dos administradores.

Trem-bala. Ao discursar na sede do Movimento Empresarial da França (Medef), Dilma convocou empresários europeus a participarem dos investimentos em ferrovias, que vão somar R$ 91 bilhões. Horas depois, em Brasília, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou a publicação do edital de licitação para construção do Trem de Alta Velocidade (TAV).

Segundo Dilma, o País precisa superar gargalos de infraestrutura, deve construir uma rede de trens e prometeu boa remuneração aos interessados.

No início da manhã, a presidente visitou a União Internacional de Ferrovias (UIC), organização sem fins lucrativos que reúne 197 empresas ferroviárias, responsáveis por 95% da malha mundial, pelo transporte de 30 milhões de pessoas e 11 bilhões de toneladas de cargas por ano.

Em seu discurso a investidores, Dilma deu as linhas gerais do projeto, anunciado em agosto, de construir 10 mil quilômetros de ferrovias no Brasil. As obras incluem a construção e a concessão da linha de trem-bala entre Rio, Campinas e São Paulo, cuja primeira etapa da licitação - que selecionará a tecnologia e o operador - foi publicada ontem.

"O Brasil será um dos países, ao lado da China, que mais terá de investir em ferrovias", disse a presidente. "Não podemos nos dar ao luxo de transportar tudo por rodovias."

Disposta a demonstrar celeridade, Dilma disse que seu governo vai além do TAV. "Ao longo de 2013, teremos todas as licitações de transportes realizadas", afirmou, referindo-se a ferrovias e portos, e destacando a "alta rentabilidade" dos projetos.

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