Em primeiro acordo na Europa, Vale repete aumento acima de 60%

A siderúrgica ThyssenKruppSteel, a maior da Alemanha, fechou com a Vale aumento de 65 porcento para o preço do minério de ferro produzido em MinasGerais e de 66 por cento para a produção de Carajás, no Pará. Foi o primeiro acordo fechado pela mineradora brasileiracom uma companhia européia, na sequência das negociaçõesconcluídas com as siderúrgicas do Japão e da Coréia do Sul. No caso da Thyssen, houve uma diferença com relação aopercentual de aumento do minério de Carajás na comparação com oque foi acordado com as asiáticas, que ficou em 71 por cento. Segundo a Vale, o percentual do ajuste é maior para a Ásiadevido ao menor preço do minério praticado historicamente naregião. "O valor do prêmio para o minério de Carajás é o mesmo nosdois casos, mas como o preço do minério na Europa é mais caro,o percentual de aumento fica menor", explicou uma assessora daVale. O prêmio pago pelas empresas pelo minério de Carajás,considerado o melhor do mundo, é de 0,0619 dólar por unidade deferro acima do preço de 2008 para o minério produzido noSistema Sul e Sudeste (SSF-MG), que teve aumento de 65 porcento. O preço médio do minério fino produzido no Sistema Sul eSudeste da companhia vendido para a Ásia em 2007 foi de 72,11dólares a tonelada, enquanto a Europa pagou 81,46 dólares atonelada, explicou a assessora. Com isso, os novos preços de referência de 2008 para omercado europeu, em tonelada métrica seca (dmt), são de 1,3441dólar por unidade de ferro para o SSF (Minas Gerais) e 1,4060dólar por unidade de ferro para o SFCJ (Carajás). Depois de fechar com as principais siderúrgicas do mercadojaponês e coreano, além de uma grande cliente na Europa, a Valeainda precisa chegar a acordos com clientes chinesas, lideradaspela Baosteel, e com a gigante ArcelorMittal, entre outroscontratos. (Edição de Marcelo Teixeira)

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