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Em protesto, professores da Uerj promovem aula na frente da sede do governo do Rio

Professores da universidade não receberam, até agora, o décimo terceiro salário de 2016 e a remuneração de março; alunos estão sendo diretamente atingidos, com o não funcionamento do bandejão, entre outras coisas

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2017 | 11h42

RIO - Professores e estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) promovem uma aula pública em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio, nesta sexta-feira, 28. Eles apoiam a greve geral e reivindicam melhores condições de trabalho na Uerj, atingida pela crise financeira do Estado. 

Os professores da universidade não receberam, até agora, o décimo terceiro salário de 2016 e a remuneração de março. A instituição ficou parada de janeiro até 10 de abril. Segundo o vice-presidente da Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj), Paulo Alentejano, os professores não concordam com a decisão da reitoria de retomar as aulas, por considerar que as condições de trabalho estão precárias. 

De acordo com relatos dos manifestantes, os alunos estão sendo diretamente atingidos. O bandejão, restaurante a preço popular para estudantes que têm dificuldade de arcar com a alimentação, não está funcionando. E o pagamento de bolsas de estudo está atrasado. 

"Essa é nossa contribuição com o movimento de greve geral. Entendemos que, assim como a Uerj está sendo atacada, o direito dos trabalhadores também está, com as reformas da Previdência e Trabalhista", afirmou Alentejano. 

A manifestação dos professores e estudantes conta com cerca de 100 participantes. Na manhã desta sexta-feira, eles tentam fechar parte da rua Pinheiro Machado, no bairro de Laranjeiras, onde está localizado o Palácio Guanabara, na zona sul da cidade. Há um pequeno congestionamento no local.

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