Lee Jin-man/AP
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Mercados internacionais fecham majoritariamente em alta com balanços e indicador dos EUA

Em dia movimentado, o Banco Central Europeu manteve sua política monetária inalterada, enquanto os pedidos de auxílio desemprego caíram nos EUA; Ásia realizou lucros e fechou em queda

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2021 | 07h30
Atualizado 04 de fevereiro de 2021 | 19h00

Os principais índices do exterior fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, 4, influenciado por indicadores, realização de lucros - após o rali recente em Nova York, que terminou a sessão do dia anterior sem sinal único - e também pela decisão da política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que permaneceu inalterada.

A decisão do BCE em manter inalterada a sua política veio de encontro com o aumento de casos da covid-19 no continente europeu. Apesar de prever uma rápida recuperação em 2021, apoiada pelo avanço da vacinação em países da região, principalmente no Reino Unido, a entidade disse que a situação é "incerta". Em Portugal, a situação ainda é dramática, com hospitais lotados e pacientes sendo transferidos para outros países. Na Alemanha e na Espanha, no entanto, governos consideram afrouxar as medidas de isolamento.

Nos Estados Unidos, gerou otimismo a divulgação de indicadores mais fortes que o previsto da economia americana, como a inesperada queda nos pedidos de auxílio-desemprego. Os analistas do TD Bank esperam forte criação de vagas, de 400 mil postos em janeiro, após contração de 140 mil postos em dezembro. Com dados fortes, a tendência no curto prazo será de dólar seguir em alta, comentam.

Bolsas de Nova York

Nova York fechou em alta nesta quinta, impulsionada por indicadores e balanços corporativos. Além disso, com os investidores focados também no pacote fiscal do governo Joe Biden, os índices acionários continuaram a recuperar perdas e renovaram recordes, depois de terem registrado a pior semana desde outubro  de 2020. 

O Dow Jones subiu 1,08%. Nas máximas históricas de fechamento, o S&P 500 avançou 1,09% e o Nasdaq registrou alta de 1,23%. Sobre as novas medidas de incentivo a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que os estímulos são a prioridade do governo. A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, afirmou que o Senado deve avançar com o dispositivo conhecido como "reconciliação", já aprovado na Câmara, que facilitaria a tramitação do projeto sem o apoio dos republicanos.

Bolsas da Europa

Na Europa, os índices ficaram sem sinal único, em um dia de realização lucros e também divulgação de novos balanços, o que tanto ajudou, como também derrubou a cotação de alguns índices. A Bolsa de Londres, por exemplo, cedeu 0,06%, após as ações da Royal Dutch Shell caírem 1,98% com os resultados de seu balanço anual. A Bolsa de Lisboa também cedeu 0,59%.

Paris e Frankfurt tiveram altas de 0,82% e 0,91% cada, mas as ações do banco alemão Deutsche Bank caíram 0,27% com a divulgação de seu balanço. A Bolsa de Madri subiu 1,37%, apoiada pelo setor bancário, enquanto Milão teve alta de 1,65%, com a chance de que o ex-presidente do BCE, Mario Draghi, possa ser o novo líder da Itália. O índice Stoxx 600 subiu 0,53%,

Bolsas da Ásia

No continente asiático, os mercados realizaram lucros, após o rali recente em Nova York. Com a diminuição das inseguranças de investidores, após os ataques especulativos recentes, os ativos de risco voltaram a ter alta nos Estados Unidos, mas passaram por uma realização de lucros após a alta recente. As Bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen fecharam com quedas de 0,44% e 1,16% cada.

Na Bolsa de Tóquio, a baixa foi de 1,06%, enquanto em Seul, foi de 1,35%. Hong Kong cedeu 0,66% e a Bolsa de Taiwan registrou baixa de 0,4%. Na Oceania, a Bolsas australiana também ficou no vermelho, após três sessões positivas, e caiu 0,87% em Sydney.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo fecharam com ganhos, nesta quinta-feira. A commodity continuou a ser apoiada pelo compromisso da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de conter a oferta, em meio à perspectiva de melhora na demanda global adiante neste ano. Mesmo com o dólar forte hoje e diante de riscos à perspectiva, como as novas ondas da covid-19, o ambiente positivo prevaleceu.  

O WTI para março fechou em alta de 0,97%, em US$ 56,23 o barril, enquanto e o Brent para abril avançou 0,65%, a US$ 58,84 o barril./ MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA, IANDER PORCELLA E GABRIEL BUENO DA COSTA

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