Ahn Young-joon/AP Photo
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Em reação ao avanço do coronavírus, Bolsas de Ásia, Europa e petróleo sofrem queda

Decretada na última quarta-feira, 11, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pandemia afetou mercados no mesmo dia e seguiu com efeitos nas Bolsas asiáticas e petróleo

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2020 | 06h49
Atualizado 12 de março de 2020 | 13h17

Com a pandemia de coronavírus decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e com a notícia de que os Estados Unidos não receberão voos da Europa pelos próximos 30 dias - com exceção do Reino Unido -, os mercados internacionais, que já vêm tendo uma semana conturbada, sofrem com mais baixas no começo desta quinta-feira, 12. 

As Bolsas da Ásia fecharam em queda generalizada. O Shangai composto, da China, fechou em (-1,52%), e o menos abrangente Shenzhen Composto (-2,20%). Segundo comunicado de reunião do Conselho Estatal, a China vai reduzir os compulsórios bancários mais uma vez, a exemplo do que fez em janeiro, para impulsionar o crédito a pequenas e médias empresas afetadas pelo coronavírus.

O japonês Nikkei fechou em (-4,41%),  atingindo o menor patamar desde abril de 2017 e adentrando "bear market", o que significa que o índice acionário japonês acumulou perdas de mais de 20% desde seu pico mais recente. Hong Kong teve variação de (-3,66%), encerrando o pregão também no menor nível desde abril de 2017. O Kospi, da Coreia do Sul, (-3,87%), patamar mais baixo desde agosto de 2015, e Taiwan, (-4,33%). Na Oceania, a Austrália, que já tinha entrado em "bear market" na quarta, voltou a despencar nesta quinta, ignorando pacotes de estímulos anunciados pelo governo do país nos últimos dias. O S&P/ASX 200 caiu 7,36% em Sydney, a 5.304,60 pontos, menor nível desde novembro de 2016.  

Na Europa, o cenário não é nada diferente. Pelos mesmos motivos, os mercados do velho continente têm pesadas perdas no pregão desta quinta. As Bolsas da Europa ampliaram perdas e as quedas chegaram a 14% após o presidente americano, Donald Trump, explicar que cancelou todos os voos do continente aos Estados Unidos de forma unilateral porque precisava agir rapidamente. Às 12h53, o índice Stoxx 600 desabava 11,55%, com Londres perdendo 10,43%, Frankfurt caindo 12,13% e Paris recuando 12,26%. Já Madri tinha queda de 14,34%, Lisboa, de 10,06%, e Milão, de 14,09%.

Além das Bolsas, desde o começo da semana, quando Arábia SauditaRússia iniciaram uma disputa de preços por barris de petróleo, a commodity tem sofrido gigantescas oscilações. Após ter a maior queda desde 1991, época da Guerra do Golfo, houve uma recuperação na terça-feira, mas, já na quarta, os preços voltaram a cair e, nesta quinta, as baixas continuam. A AxiCorp diz que investidores fariam bem ao vender suas ações ligadas a petróleo, apontando que, muito provavelmente, companhias aéreas e petrolíferas enfrentarão uma crise de crédito.

Às 05h03, de Brasília, o barril do petróleo Brent para maio caía 5,50% na ICE, a US$ 33,82, enquanto o WTI para abril descia 5,06% na Nymex, a US$ 31,70 o barril. Em Sydney, a aérea Qantas encerrou o pregão com queda de 8,91%. / SERGIO CALDAS, NICHOLAS SHORES E FELIPE SIQUEIRA / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS 

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