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Em recuperação, Japão cresce 1,2% no terceiro trimestre

Apesar de dois trimestres de crescimento, governo deve declarar que país vive processo de deflação

AE-DOW JONES, Agencia Estado

16 de novembro de 2009 | 06h21

O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu 1,2% no terceiro trimestre, na comparação com o intervalo anterior, puxado pelas medidas de estímulo adotadas pelo governo e pelas exportações para os vizinhos asiáticos. Em base anualizada, o PIB teve alta de 4,8%, de acordo com os dados divulgados pelos Escritório do Gabinete japonês.

O resultado ficou bem acima das estimativas dos analistas, que esperavam um crescimento de 0,6%, no trimestre, e de 2,2%, em base anual. No segundo trimestre, a economia japonesa havia crescido pela primeira vez em cinco trimestres, a uma taxa anual revisada de 2,7%.

Os dados sobre a economia do Japão se seguem à divulgação de um sólido crescimento econômico dos Estados Unidos no terceiro trimestre e às recentes notícias de que a Europa também tem começado a se expandir novamente. Mas permanecem as preocupações sobre a sustentabilidade de uma recuperação no país, uma vez que se dissiparem os efeitos dos pacotes de estímulo do governo.

 

Deflação

 

O governo japonês entrou nos estágios finais das deliberações internas para declarar que a economia do país está em deflação, informou o jornal The Nikkei em sua edição da noite de segunda-feira (horário local), citando fontes do governo.

 

O Escritório do Gabinete de governo define deflação como um estado em que os preços ao consumidor caem continuamente ao longo de pelo menos dois anos. Até agora, o Japão já viu o núcleo de seu índice de preços ao consumidor cair em bases anualizadas por sete meses seguidos. Mas, como em agosto o índice apresentou sua queda mais profunda, o governo decidiu declarar que a economia japonesa está deflacionária.

 

Apesar do robusto relatório sobre o PIB no terceiro trimestre, as autoridades japonesas disseram ainda estar preocupadas com a força da economia para continuar crescendo, especialmente no que diz respeito à fraqueza do mercado de trabalho e à prolongada deflação.

 

Na verdade, o deflator da demanda doméstica recuou no seu ritmo mais rápido em mais de 50 anos, na medida em que a fraca atividade econômica continuou a puxar para baixo os preços, possivelmente forçando as empresas a se ajustarem, por meio da realização de mais dispensas e do adiamento de novos investimentos. As informações são da Dow Jones.

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