Em reunião com Lula, Evo Morales reforça tom conciliador

O presidente da Bolívia Evo Morales, após se reunir por quase duas horas em um café da manhã neste sábado, em Viena, com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, reforçou seu tom conciliador em relação ao Brasil e à Petrobras. Evo Morales, que evitou tecer criticas à estatal brasileira, fez diversos elogios a Lula. Disse também que o processo de nacionalização desenvolvido no pais acontecerá "de forma negociada, inclusive na questão dos preços do gás". Visita ao BrasilO ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que acompanhou Morales numa tumultuada entrevista à imprensa, informou que foi convidado pelo mandatário boliviano a visitar em breve aquele país. O ministro disse também que Morales vai visitar o Brasil, o que foi confirmado pelo presidente colombiano. "Foi um encontro muito cordial. Temos enormes coincidências com o Brasil. Respeito muito e admiro o presidente Lula, um grande líder de origem sindical, como eu. Somos países vizinhose aliados", afirmou Morales.Questionado sobre a reação do governo brasileiro aos ataque a Petrobras, Morales voltou a responsabilizar a imprensa de ter criado um mal-entendido e torno de suas acusações à Petrobras e ao governo brasileiro. "Estamos sendo vítimas de alguns meios de comunicação que buscam nos confrontar, mas não vão conseguir", disse Morales. "Eles (a imprensa) já haviam tentado fazer a mesma coisa entre a Venezuela e eu". Morales afirmou que a questão do gás está sendo negociada entre os governos dos dois países. "Nós queremos exportar mais gás para fortalecer nossa economia e melhorar as condições sociais da Bolívia. Estamos negociando isso". O café da manhã que reuniu Lula e Morales se estendeu por 50 minutos além do previsto. Amorim disse que as declarações de Morales feitas na véspera e hoje "são absolutamente consistentes". E acrescentou: "Vamos eliminar o ruído".

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