Felipe Rau/Estadão
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Em risco de falência, empresa de bebidas Dolly pede recuperação judicial

Sem acessar o caixa da empresa e contas bancárias, recuperação é saída para impedir a falência imposta pela Justiça Federal de São Bernardo do Campo

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

27 Junho 2018 | 10h42

A empresa de refrigerantes Dolly entrou com um pedido de recuperação na 2ª Vara de Recuperações Judiciais, na justiça paulista. Sem poder operar as próprias contas bancárias, a empresa não está conseguindo cumprir seus compromissos. Esta foi a única forma que restou para impedir a falência imposta pela Justiça Federal de São Bernardo do Campo, informou a assessoria de imprensa nesta quarta-feira, 27. 

O anúncio de recuperação ocorre pouco mais de uma semana após fechamento de uma de suas três fábricas, localizada nas cidade de Tatuí, no interior de São Paulo. A unidade empregava 700 funcionários, de um total de 2 mil trabalhadores. As operações nas unidades de São Bernardo do Campo e Diadema permanecem funcionando.

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O motivo para o fechamento da fábrica é a impossibilidade de acessar o caixa  da empresa. A Justiça bloqueou as contas bancárias relacionada à empresa e ao empresário Laerte Codonho, dono da Dolly. Ele teve prisão preventiva decretada em maio como decorrência de uma ação conjunta entre o Ministério Público do Estado de São Paulo, a Procuradoria da Fazenda e a polícia. As autoridades justificaram a prisão para evitar a destruição de provas.

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Codonho passou oito dias preso temporariamente no 77º DP (Distrito Policial) de Santa Cecília, região central de São Paulo. Foi preso no dia 18 de maio. O executivo é suspeito dos crimes de fraude fiscal continuada, sonegação, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Investigadores estimam que as fraudes praticadas pelo empresário tenham gerado um prejuízo de R$ 4 bilhões ao longo de 20 anos.

Conhecido por criticar abertamente a Coca-Cola, fabricante de refrigerantes líder de mercado do País, ele aproveitou o momento da prisão para mostrar às câmeras um cartaz “Preso pela Coca-Cola” ao ser conduzido à delegacia. 

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