Em Salvador, Singer defende a nacionalização de bancos

Após a atuação dos bancos públicos brasileiros, que elevaram a oferta de crédito durante o período mais agudo da crise financeira internacional, o tema da nacionalização das instituições financeiras voltou ao debate durante o Fórum Social Temático de Salvador. A medida foi defendida hoje por Paul Singer, titular da Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho. "O que salvou o Brasil na crise é que quase metade do sistema bancário é público", disse. Depois, citou exemplos de países que saíram bem da crise, como Índia e China, "onde os bancos também são públicos".

ANA CONCEIÇÃO, Agencia Estado

29 de janeiro de 2010 | 20h09

Para o economista e professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), se o sistema bancário continuar sem regulação uma nova crise financeira deverá surgir em prazo de dois a quatro anos. "(O presidente dos Estados Unidos Barack) Obama está na ofensiva contra os bancos, mas a solução é nacionalizar. Lá os bancos foram salvos pelo dinheiro público", defendeu.

Presente ao debate, o subsecretário-geral da ONU, Carlos Lopes, fez um aparte ao lembrar que países duramente atingidos pela crise, como a Espanha, não tiveram problemas graves em seus sistemas bancários, como ocorreu nos Estados Unidos e Reino Unido. "A Europa tem muitos bancos estatais e a crise teve impacto diverso lá. Não existe uma receita", disse.

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