Em São Paulo, consumidores fazem compras de última hora

Como de costume, o paulistano deixou para última hora as compras dos presentes de Natal e também dos ingredientes para o preparo da ceia. Ontem na hora do almoço, o fluxo de consumidores era intenso no Mercado Municipal de São Paulo, o Mercadão. Os boxes mais concorridos eram os que vendiam frutas e bacalhau. Na vizinha 25 de Março, principal reduto de comércio popular do País, o movimento de pessoas era intenso na rua.

O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2012 | 04h35

Já no sábado, lojas de grandes redes de varejo como o Extra, do Grupo Pão de Açúcar, inovaram e ficaram abertas durante toda a madrugada, com ofertas, para conquistar consumidores "atrasados". Segundo Jorge Faiçal, diretor do Extra, o ritmo de compras durante a madrugada foi forte em todas as lojas do País.

No Estado de São Paulo, o crescimento das vendas registrado nas lojas da rede Extra durante o sábado foi de 300% em relação a um sábado normal e de 50% em relação ao sábado que antecedeu o Natal de 2011.

Entre as categorias mais procuradas estão os eletroeletrônicos, com destaque para os televisores. Na seção de alimentos, a liderança de vendas ficou com o bacalhau. "Foi um sucesso. Conseguimos oferecer boas oportunidades de compra para um cliente diferente", disse Geraldo Monteiro, diretor de Operações de Varejo do Extra no Estado de São Paulo.

Shoppings. A corrida às compras de última hora se repetiu nos shopping centers durante a tarde de ontem. "O movimento está muito bom", afirmou o presidente da Associação de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun, que visitava o Shopping Iguatemi, um dos mais sofisticados de São Paulo, enquanto conversava com o Estado.

Uma equipe da associação de lojistas percorreu nos últimos dias os principais shoppings de São Paulo e, pela conversa com lojistas, constatou que a previsão da entidade de ampliar as vendas entre 5% e 6% no Natal deste ano em relação às da mesma data de 2011 é factível.

Já um levantamento com 146 lojistas entre os dias 17 e 20 deste mês na cidade de São Paulo, envolvendo lojas de ruas e de shoppings, indica que os empresários do setor projetam uma taxa de crescimento mais modesta, de 3,8%, das vendas de Natal em relação à mesma data de 2011.

Essa projeção é compatível com a estimativa feita pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que reduziu na semana passada de 4% para 3% a sua projeção de crescimento. A mudança ocorreu por causa do fraco desempenho das consultas para vendas a prazo na primeira quinzena deste mês. Entre os dias 1.º e 15 de dezembro, as vendas financiadas ficaram praticamente estáveis, com variação positiva de apenas 0,1% ante o mesmo período do ano passado.

Apesar de a ACSP e dos próprios empresários do comércios consultados pela Fecomércio- SP traçarem um prognóstico de vendas moderado para este fim de ano, os economistas da Fecomércio-SP estão mais otimistas e esperam crescimento entre 5% e 6%. Fábio Pina, assessor econômico da entidade, ressaltou que aumento real da renda e do crédito devem ampliar o volume de negócios. "Varejo é renda e crédito", enfatizou.

De toda forma, duas pesquisas feitas nos últimos dias por entidades diferentes mostram que os produtos mais procurados neste fim de ano são itens de menor valor. Isso pode indicar que o crescimento da receita não seja tão vigoroso.

De acordo com uma sondagem feita com consumidores pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), 43,6% dos entrevistados pretendem comprar roupas e 21,1%, brinquedos. Resultados semelhantes foram obtidos pelo Data Popular./ MÁRCIA DE CHIARA, LÍLIAN CUNHA e HELVIO ROMERO

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