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Em seguros, apetite por aquisição

Com mais de R$ 1 bilhão de capital no Brasil, a seguradora HDI, do grupo alemão Talanx, mantém o apetite para fazer aquisições. No ano passado, a empresa perdeu a disputa pela carteira de grandes riscos do Itaú Unibanco para a americana Ace. Na ocasião, segundo fontes, a HDI teria ofertado R$ 1,25 bilhão, atrás do R$ 1,3 bilhão da francesa Axa e do lance arrematador de R$ 1,5 bilhão da Ace.

O Estado de S.Paulo

09 de março de 2015 | 02h04

"O apetite continua o mesmo. A estratégia de crescer e ganhar espaço no Brasil segue uma análise racional e que agregue valor. Fomos ao máximo que podíamos pagar pela carteira do Itaú", diz João Francisco Borges da Costa, presidente da HDI no Brasil, em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. A última aquisição da seguradora no País ocorreu em 2005, com a compra da operação de seguros do HSBC, por R$ 300 milhões. Questionado sobre possível interesse na carteira de grandes riscos da SulAmérica, que ainda está à venda, Costa prefere não comentar.

Neste ano, segundo ele, mais seguradoras ligadas a bancos devem seguir o mesmo caminho trilhado pelo Itaú Unibanco e se desfazer de carteiras, pressionadas pelo quadro econômico e pelo aumento de provisões para devedores duvidosos. É cada vez maior a preocupação com possíveis perdas com as empresas envolvidas na Operação Lava Jato, que investiga casos de corrupção na Petrobrás. O presidente da HDI acrescenta, contudo, que ainda não há novidades de ativos à venda. No ano passado, a seguradora lucrou cerca de R$ 100 milhões, 39% mais que em 2013, e seus ativos atingiram R$ 2,6 bilhões. O grupo Talanx, dono da HDI, é o 3º maior segurador da Alemanha.

'Libbs está buscando parcerias externas para inovação'  

O laboratório nacional Libbs deve inaugurar no segundo semestre de 2016 sua fábrica de medicamentos biossimilares indicados para tratar câncer e doenças autoimunes, no seu complexo industrial de Embu (Grande São Paulo). Os investimentos somam R$ 500 milhões, com financiamento do BNDES e Finep. Com receita de R$ 1,2 bilhão em 2014, a Libbs quer ampliar seu leque de produtos inovadores por meio de parcerias no exterior, diz Alcebíades Athayde Júnior, presidente executivo da empresa.

O ano de 2015 também será de ajustes para a indústria farmacêutica?

Projetamos um crescimento de receita em torno de 10% para este ano. O setor vai sentir mais pressão sobre os custos, com reajustes salariais e dólar valorizado. As indústrias são dependentes de importação de insumos e equipamentos.

Qual o caminho que a Libbs busca para expansão de seus negócios?

Em nossa fábrica de biossimilares, temos uma parceria com a Mabxience, braço de biotecnologia da farmacêutica Chemo, de capital argentino, para transferência de tecnologia. Além disso, estamos em fase de projeto executivo para construir outra unidade voltada para a produção de medicamentos oncológicos orais, no complexo do Embu, que deverá consumir investimento de R$ 92 milhões.

A Libbs tem planos para parcerias internacionais, como outras farmacêuticas brasileiras têm feito?

Estamos trabalhando com parcerias fora sim. Assinamos contrato de codesenvolvimento com a empresa BHV, dos EUA, para o Remoglifozina (para diabetes), o que nos garante direitos exclusivos da molécula para o Brasil e América Latina, Também temos contrato com pesquisadores americanos, que estão desenvolvendo um medicamento inovador para tratar pré-eclâmpsia.

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