Em sessão volátil, Bovespa segue alta em NY e avança 0,28%

Vencimentos da próxima semana conduzem negócios; no ano, Bolsa de São Paulo acumula alta de 42,63%

Claudia Violante, da Agência Estado,

12 de junho de 2009 | 17h55

Apesar da vasta agenda de indicadores com poder de influenciar os negócios no mercado acionário nesta sexta-feira, 12, - considerando que na quinta não houve pregão aqui por causa do feriado de Corpus Christi - a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acabou oscilando ao sabor dos vencimentos da próxima semana. E isso trouxe muita volatilidade aos negócios, só diminuída na hora final da sessão, quando o Dow Jones passou a subir depois de uma sessão quase toda em baixa.

 

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A Bovespa terminou a sexta-feira em alta de 0,28%, aos 53.558,23 pontos. Na semana, acumulou ganho de 0,40% e, em maio, sobe 0,68%. Em 2009 até hoje, a alta da Bolsa atinge 42,63%. O giro financeiro negociado totalizou R$ 4,928 bilhões. Os dados são preliminares.

 

"Os vencimentos conduziram os negócios, apesar de várias informações que poderiam ter guiado a Bolsa", justificou o gestor-gerente da Infinity Asset, George Sanders. O corte acima do esperado da taxa Selic, na última quarta-feira à noite, pelo Copom, acabou não fazendo preço na Bovespa, embora a avaliação seja a de que juro menor eleva a atratividade da renda variável. Além disso, as commodities metálicas e o petróleo fecharam em baixa, mas Vale e Petrobras não se deixaram levar apenas por isso.

 

No caso da Vale, a mineradora disse hoje que espera fechar um acordo sobre o preço do minério de ferro com a China, depois que se acertou com siderúrgicas do Japão e Coreia do Sul e em bases atraentes à mineradora. Os reajustes fechados com estas companhias acabaram dando força à Vale, que deve conseguir uma redução menor do que querem as chinesas para comprar o minério de ferro.

 

Ainda da China, hoje foi confirmada a produção industrial do país, que subiu os 8,9% antecipados por um jornal anteontem - e que favoreceram as bolsas na ocasião. A previsão dos economistas era de alta de 7,8%. Outro dado favorável vindo de lá foi o de vendas no varejo, que avançaram 15,2% em maio ante maio do ano passado.

 

Apesar desses indícios de recuperação da atividade, Vale ON terminou em baixa de 0,59% e Vale PNA, de 0,90%, com a pressão dos investidores por causa dos vencimentos. Petrobras também sentiu esse peso, mas não teve fechamento uniforme: a ON caiu 0,26% e a PN subiu 0,21%. Na quarta-feira à noite, a Standard & Poor's reduziu o rating de crédito corporativo da Petrobras de BBB para BBB- (nível mais baixo da escala de grau de investimento), com perspectiva estável.

 

O contrato do petróleo para julho recuou 0,88%, para US$ 72,04, apesar de a Opep ter elevado sua previsão de demanda pela commodity no terceiro trimestre em 40 mil barris por dia.

 

Wall Street também não entusiasmou. Os índices acionários trabalharam predominantemente em queda, com alguma melhora na hora final da sessão. O principal indicador do dia era o Índice de Confiança de Michigan, que subiu de 68,7 em maio para 69 em meados de junho. Apesar de ter subido, a previsão era de que o avanço seria maior, para 69,8.

 

Os índices do mercado de ações norte-americano fecharam em direções divergentes, divididos entre o declínio dos papéis de tecnologia e commodities e o avanço das ações de empresas do setor farmacêutico e de outros setores. O Dow Jones subiu 0,32%, aos 8.799,26 pontos, o S&P teve alta de 0,14%, aos 946,21 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,19%, aos 1.858,80 pontos.

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